A vez do mercado de produtos naturais, vegetarianos e veganos - WHOW

Consumo

A vez do mercado de produtos naturais, vegetarianos e veganos

Um em cada cinco consumidores brasileiros pagaria mais caro por produtos naturais, locais e artesanais

POR Daniel Patrick Martins | 22/09/2021 09h30

Cada vez mais o consumidor está antenado sobre as questões ambientais. Essa tendência, que é global, vem gerando oportunidades de negócios, pois a alta demanda por produtos veganos (que não vêm de origem animal nem dependem da exploração de animais) é crescente no mercado.

Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), 60% dos brasileiros consumiriam produtos veganos se tivessem o mesmo preço do que costumam consumir. Estima-se que 30 milhões de pessoas, ou 14% da população brasileira, sejam vegetarianas (que não comem nenhum tipo de carne). Destas, 7 milhões se enquadram como veganas, de acordo com os dados do Ibope Inteligência.

No mundo, o mercado de alimentação vegana está avaliado em US$ 15 bilhões, e deve dobrar até 2026, segundo a Allied Market Research. O crescimento acelerado está muito associado às “carnes veganas”, imitações de carne animal, mas de origem vegetal, que vêm sendo desenvolvidas por startups dentro e fora do Brasil. Mas é importante ressaltar, também, que a tendência está migrando do universo dos alimentos para outras categorias de produtos, com alta relevância para cosméticos e higiene pessoal no geral.

Nesse sentido, é essencial estudar as oportunidades deste mercado antes de começar um empreendimento. Afinal, se há alguns anos a única possibilidade no setor era cozinhar e vender marmitas veganas, por exemplo, hoje já existem diversas formas de empreender no universo vegano, inclusive fora do segmento alimentício. Desenvolver produtos que não dependam de exploração animal é um desafio que tende a valer o investimento.

Mercado orgânico e natural

O mesmo movimento de consumo que acelera o mercado vegano, visando impacto ambiental positivo e saúde, afeta também o universo dos produtos naturais. Por exemplo, os orgânicos (que não têm adição de produtos químicos ou processamento não natural) movimentam mais de R$ 4 bilhões por ano e a projeção é que a intenção de consumo por estes produtos cresçam, em média, 20% ao ano, segundo estimativas do Conselho Brasileiro de Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

O Conselho revela que 35% consumiram produtos orgânicos nos últimos seis meses, assim como para 67% estariam dispostos a aumentar a quantidade de produtos naturais em suas cestas de compras. Já de acordo com a Euromonitor, 20% dos brasileiros pagariam mais caro por produtos naturais, locais e artesanais.

É uma boa notícia para pequenos empreendedores, que podem competir com grandes empresas por ter produtos mais locais, artesanais e naturais, ainda que com custo de produção maior. O importante é aproveitar a comunidade engajada com um consumo mais responsável.