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Tecnologia

A transformação dos espaços de trabalho pós pandemia

Os espaços de trabalho já estavam mudando antes mesmo da pandemia. Entenda mais sobre o assunto e veja também algumas previsões para o futuro

POR Redação Whow! | 25/05/2021 15h00

O espaço de trabalho convencional deu lugar a novos ambientes. Agora, flexibilidade é a palavra da vez. Nem sempre as pessoas querem trabalhar da mesma forma. Definitivamente, isso é algo impacta na produtividade, engajamento, retenção de talentos e até mesmo na sustentabilidade. A pandemia levantou discussões sobre o tema. Nesse contexto, ela se apresentou como aceleradora do fim dos espaços de trabalhos tradicionais. Continue a leitura, para entender  mais sobre um dos assuntos mais comentados do momento.

O fim dos espaços de trabalho tradicionais?

O mundo do trabalho mudou completamente nos últimos anos. Com o avanço da tecnologia e o surgimento de novas profissões e modelos de negócio, mudanças dos espaços de trabalho tradicionais vem ocorrendo cada vez mais. Em suma, temos hoje ocupações que demandam mais criatividade e que se afastam cada vez mais do ambiente físico. Basta observar a dinâmica do trabalho remoto, com as vídeo-chamadas, computação em nuvem e outras tecnologias.

Nesse sentido, empresas começaram a se adaptar e novos locais para o desenvolvimento da atividade laboral. Logo, começaram a surgir espaços como escritórios compartilhados – coworking. Esses espaços configuram-se como alternativas de menor custo e que oferecem maior suporte. Para quem empreende e não tem um endereço comercial fixo, por exemplo, trata-se de uma ótima opção.

Propor um novo espaço de trabalho pode ser um desafio para muitas organizações e, algumas delas, ainda oferecem uma certa resistência. Entretanto, quando olha-se pela perspectiva da redução de custos e aumento da produtividade, implementar essas mudanças configuram como boas opções.

Porém, não basta apenas mudar a configuração de um único espaço de trabalho. É importante a visão do todo, de uma variedade de ambientes dentro da mesma empresa, com salas de reuniões abertas, fechadas, escritórios mais privativos, espaços para conferência, etc. A pandemia acelerou essa mudança nos espaços de trabalho.

Pandemia como aceleradora de um movimento que já existia

Em resumo, pode-se identificar, basicamente, três formatos de retorno às atividades no pós-pandemia:

  • volta à rotina tradicional de trabalho;
  • continuidade do trabalho remoto;
  • implementação do modelo híbrido, oferecendo possibilidade de escolha aos funcionários.

De acordo com pesquisa do Global Workplace Analytics cerca de 30% das pessoas continuarão a trabalhar de casa. Dessa forma, percebe-se que a retomada dos espaços de trabalho terá de ser planejada, começando por uma dinâmica híbrida.

Apesar disso, é importante ressaltar que, antes mesmo da pandemia, o modelo híbrido/home office já ganhava espaço no mercado. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ainda em 2018, quase 4 milhões de brasileiros já desenvolviam suas atividades remotamente.

Mundialmente, o trabalho remoto já era uma tendência. Conforme estudos realizados da Global Workplace Analytics em parceria com  FlexJobs, entre 2005 e 2015, o número de profissionais nos Estados Unidos que fazem pelo menos 50% de seus trabalhos a partir de casa ou de outro lugar fora de seus escritórios cresceu 115%. Hoje, esse número chega a 4.7 milhões,  representando 3.4% da força de trabalho.

Em suma, trabalhar de casa é algo bem aceito pela maioria das pessoas. Em um importante estudo global sobre o trabalho no pós-pandemia, o Global Work-from-Home Experience Survey, aponta que, dos 3.000 funcionários que responderam à pesquisa entre 30 de março e 24 de abril 2020, 77% quer continuar a trabalhar de casa.

Seria então o fim do espaço de trabalho tradicional?

A resposta é não. Por natureza, o ser humano é um ser social e precisa dos espaços de encontro. O que acontecerá – e já está acontecendo, são as modificações para tornar o espaço de trabalho mais condizente com as novas necessidades do momento.

Em síntese, a pedida será por ambientes mais abertos, estações de trabalho compartilhadas, salas em vidro, espaços mais reservados e locais prontos para a realização das vídeo-chamadas. Tudo isso seguindo também as normas de higienização e proteção contra a covid-19.

Coworking e o home office

E quem não pode trabalhar em casa? Ou então, aqueles que precisam de um endereço físico para as empresas, como fazer? O espaço de trabalho coworking é o modelo perfeito para ambas situações. Tratam-se de espaços alugados por meses, dias ou até mesmo horas, para profissionais que necessitam trabalhar ou, até mesmo, fazer apenas uma reunião. Alguns oferecem endereços comerciais, incluindo no pacote a utilização de secretárias, por exemplo. Além disso, o coworking estimula a troca de experiências e o desenvolvimento de parcerias de negócio.

Os modelos de espaço de trabalho do futuro

Veja agora o que promete ser tendência quando se fala em espaço de trabalho do futuro.

Ambientes abertos e espaços compartilhados

O ambiente de trabalho é um reflexo do modelo de trabalho e gestão que é ali realizado. Em síntese, o modelo de gestão vertical vem sendo substituído pelo horizontal. Assim, os colaboradores e gestores da empresa interagem no mesmo nível. Nesse contexto, os ambientes abertos estimulam essa prática. Além disso, a aplicação de espaços de trabalho compartilhados também favorecem a troca de experiências e informações, assim como ocorre no coworking. Dessa forma, times diferentes também podem interagir juntos.

Biofilia

A poluição do ar externo sempre é um assunto bastante comentado. Agora, o que muitos não sabem é que o ar do interior dos escritórios pode ser quatro ou até mesmo cinco vezes mais poluído que o ar externo.

Segundo análise do German Institute of Global and Area Studies trabalhar em um escritório com elevado nível de filtragem do ar pode aumentar a expectativa de vida. Já em outro estudo, agora da Harvard School Health , aponta que o aumento da circulação do ar interno incrementa as capacidades cognitivas em aproximadamente 61%.

Além disso, um estudo ainda em 2015, chamado The Global Impact of Biophilic Design in the Workplace, registrou um aumento de 15% em criatividade nas pessoas que trabalham em ambientes com plantas naturais. Nesse contexto, investir em biofilia, conectando-se com a natureza em seus espaços, faz muito sentido. Ou seja, torna-se uma ótima dica para o aumento de produtividade em seu ambiente de trabalho. 

Tecnologia em alta: espaços digitais

Com o desenvolvimento do modelo de trabalho à distância, o uso da tecnologia tornou-se inevitável. Acredita-se que o novo passo de rotinas laborais serão os espaços online, a partir da experiência com a realidade virtual.  Afinal, este recurso pode reduzir a sensação de isolamento e  solidão, daqueles que trabalham apenas em casa. 

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