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A mudança de estratégia da Nike no mercado esportivo

A Nike sempre investiu em patrocínios tanto em eventos esportivos quanto em grandes atletas. Mas, nos últimos tempos, deixou grandes times. Entenda mais aqui

POR Redação Whow! | 20/05/2021 20h42

Quando o assunto é material esportivo, uma das primeiras opções que nos vem a cabeça é a americana Nike. Criada em 1971, por japoneses que importavam e customizavam tênis, um dia seria considerada uma das maiores do mundo na produção de artigos esportivos.

Assim, nasceu a Nike e, se você ainda não sabe, sua primeira logo custou 35 dólares

A empresa cresceu, ganhou fama e desde então sempre investiu em patrocínios. Nesse sentido, por ano, a Nike investe mais de 3 bilhões de dólares em publicidade. Mas, de uns tempos para cá, vimos a gigante do ramo esportivo deixar times inteiros e concentrar esforços em jogadores.

Será por uma questão financeira? Um ajuste na estratégia de marketing? Ou as duas coisas? Neste conteúdo, veja alguns números e a nossa análise sobre a situação. Continue a leitura!

Investimento da marca em Marketing

A empresa investe alto para promover sua marca. Afinal, são muitos os grandes eventos do esporte e jogadores que estampam por aí a logo da marca.

Ou seja, boa parte dos investimentos de marketing na empresa são realizados através de patrocínios. A Nike soma um total de 84 bilhões de dólares aplicados nos 194 acordos para fornecimento de uniformes completos de times. Já o  endosso dos atletas representa mais de 300 milhões de dólares, em 99 contratos.

Nesse contexto, ao que parece, as estratégias estão funcionando. Só no ano passado, a Nike faturou 2.4 bilhões de reais somente no Brasil, de acordo com a Fisia, nome da operação da Nike. 

Portanto, de todo esse montante, R$1.680 bilhões são de vendas no atacado e R$ 720 milhões são de vendas diretas ao consumidor. Desse último valor, R$72 milhões chegaram na receita através das vendas no e-commerce.

Nike no mundo da moda

No mesmo ano, a marca entrou para a história. Segundo avaliação da The Lyst Index, que considera o mercado mundial da moda, a Nike ocupou a primeira posição das marcas mais procuradas e populares. Dessa forma, foi a primeira vez que uma marca esportiva aparece no topo da lista.

Um dos motivos de marcas de luxo terem perdido o posto para a Nike foi a pandemia. Durante o período em que as pessoas estiveram mais em casa, a marca recebeu um aumento de 105% da demanda por roupas confortáveis e esportivas. 

Assim, a Nike conseguiu se sobressair, embora tenha tido várias lojas fechadas. O foco nas vendas digitais, com uma distribuição eficiente, contribuíram para o sucesso de vendas no período.

A Nike, além do patrocínio com os atletas, também investe em campanhas virais que promovam a igualdade entre eles e os amadores. Durante a pandemia, por exemplo, a marca lançou um vídeo, com várias imagens de profissionais e pessoas comuns treinando em casa.

Igualmente, outra ação impactante foi a do dia das mães. Para a data a marca em seu material comparou mães aos atletas de ponta, afinal ser mãe exige muito. Interessante, concorda?

A saída da Nike de diversos times

Com a estratégia de reformulação de suas estratégias de marketing, a Nike realizou algumas mudanças nos últimos anos. A marca deixou de patrocinar clubes de futebol e até alguns de seus atletas. 

Com exceção do craque Cristiano Ronaldo que possui um contrato vitalício, muitos outros perderam o patrocínio da empresa, como Neymar, Sérgio Ramos e Robert Lewandowski. 

Em relação aos times, só aqui na América do Sul citamos Libertad, Cerro Porteño, Rosario Central, deixando de lado até um de seus parceiros mais antigos, como o Boca Juniors

Assim, embora faça parte de uma estratégia, fica claro também que um dos motivos desses ajustes pode ser explicado financeiramente. Por exemplo, o craque brasileiro Neymar, que agora tem contrato com a Puma, receberá em torno de 170 milhões de reais da empresa. 

Ou seja, se os valores pagos aos jogadores são altos, para os times inteiros o custo é ainda maior. O material esportivo do Liverpool, em cada temporada, beirava os 40 milhões de reais. 

Outro motivo levantado é: atletas possuem um alcance maior, nas redes sociais, do que times inteiros. O CR7 é um exemplo: ele tem 287 milhões de seguidores no Instagram, enquanto os times Real Madrid, Juventus e Manchester United, somados, não passam dos 150 milhões.

Investimento da Nike em grandes atletas

Eu quero uma chuteira, mas tem que ser igual a do Cristiano Ronaldo.”

A Nike sabe bem o que faz quando o assunto é investir em grandes atletas. É uma atitude que a marca faz desde o início e, agora, com as redes sociais, a líder em produtos esportivos está cada vez mais fortalecendo essa aproximação com o consumidor por meio dos seus ídolos.

Impulsionada nas redes sociais, a Nike foi eleita a marca mais comercializável da indústria do esporte, segundo estudo feito pelo Sportspro em parceria com a Hookit. Para chegar a este resultado, são rastreadas as atividades sociais dos principais atletas, times, equipes e ligas, o que totalizou 500 mil contas.

A regra é clara: apoiar o grande atleta e converter o fã. Assim, a marca já chegou a patrocinar metade dos atletas mais bem pagos do mundo.

Aposta em jogadores jovens

A Nike começou a apostar em jovens atletas. Ou melhor, em atletas kids.

A estrela de 11 anos do futebol, Luan Caruso, é um dos jogadores mais jovens a serem patrocinados pela marca. Ele joga pelo time do São Paulo e, durante 5 anos, vai brilhar nos campos com uma chuteira da marca norte-americana.

Além desse pequeno, a Nike também está patrocinando um outro craque. Ele se chama Pedro Leonardo, tem 8 anos e brilha pelo Palmeiras.

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