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Consumo

A inovação descomplicada do varejo

Segundo a IBM, as soluções para velhos problemas do varejo como a ruptura de estoque e baixa produtividade vêm com a aplicação das novas tecnologias em toda a cadeia de valor. 

POR Redação Whow! | 25/06/2021 14h26 A inovação descomplicada do varejo

Por Nayara de Deus

Planejar, comprar, distribuir e vender. Nas quatro etapas que compõem a longa cadeia de valor do varejo é ainda muito comum que os departamentos Comercial, de Marketing, Supply Chain e Operações trabalhem como células independentes. 

Cultura de muitas companhias que impacta na agilidade pela tomada de decisões, no relacionamento com fornecedores e na falta de integração com o elo mais importante dos negócios: o cliente final.

A constatação é da IBM Brasil, empresa cuja história no mundo da tecnologia da informação remonta ao século XIX, vira para o XX, e agora, no século XXI, auxilia milhares de varejistas com inovações diversas para que se diferenciem da concorrência com resultados diretos no faturamento de suas organizações.

“Costumo dizer que a IBM é a startup mais velha do mundo. Diversas inovações em varejo como o código de barras entre outras foram feitas pela IBM, a partir das necessidades de seus Clientes, temos isso no DNA”.

“A cadeia de valor do varejo é realmente complexa. Se inicia no desenvolvimento de produtos e fornecedores, passa pela definição de sortimento, preços e promoções e vai até a distribuição e venda de produtos. No Brasil, ela começa a ser facilitada com a adesão a tecnologias que melhoram a integração entre as áreas e os resultados no todo”, analisa Ricardo Saravalle, Partner da Indústria de Varejo e Bens de Consumo da IBM Services.

Na entrevista ao WHOW!, Saravalle compartilha soluções que descomplicam as operações varejistas e destaca inovações que trouxeram e trarão mais mudanças ao setor, em processo constante de mutação. 

Quarteto simbiótico

O executivo entrega alguns caminhos para que os quatro eixos da cadeia de valor do varejo não fiquem dispersos.

  1. a) Planejamento: a indicação é por soluções de Sales and Operation Planning and Execution que integram a programação de vendas com as capacidades disponíveis de distribuição do varejista, e acompanham também a execução. “As ferramentas permitem adequar as variações de demanda e sazonalidades”, explica.
  2. b) Compras: as plataformas digitais de compras B2B disponibilizam catálogos de produtos e permitem aos varejistas efetivar compras de produtos diretos e indiretos de maneira mais fluída e integrada com os fornecedores.
  3. c) Distribuição: torres de controle autônomas que monitorem os centros de distribuição e o transporte, com agentes cognitivos que tomam e executam decisões em casos de desvios de padrão. “Com as torres de controle autônomas, a Inteligência Artificial é capaz de entender quando um caminhão não vai conseguir abastecer uma loja a tempo para cumprir com determinada promoção, por exemplo. A decisão de enviar outro caminhão do Centro de Distribuição, ou retirar o estoque de uma loja mais próxima é tomada sozinha”.
  4. d) Vendas: a orientação é por tecnologias que capturem feedbacks e interações dos clientes, seja no e-commerce, CRM (Customer Relationship Management), lojas físicas, ou redes sociais. “Esses leads são valiosos para aumentar a retenção e fidelidade dos consumidores, por isso, passaram a ser mais explorados pelos varejistas”.

Ruptura do estoque

Eis que surge o velho fantasma do setor, que faz malabarismos o tempo todo para lidar com a falta de produtos importantes – muitas vezes na curva A de vendas – e, ao mesmo tempo, o excesso de estoques de produtos com menor giro. Problemas que atingem toda a cadeia.

Mas Saravalle explica que as tecnologias avançaram muito nos últimos anos e o uso de EDI (Electronic Data Interchange), Inteligência Artificial, Machine Learning dentre muitos dispositivos, vêm preenchendo lacunas importantes nas operações.

“São ferramentas que otimizam muito os processos de colaboração com fornecedores, o planejamento de demandas e a reposição de gôndolas. Tornam algoritmos de previsão mais sofisticados com o uso de dados internos (histórico de vendas, estoques, nível de serviço dos fornecedores) e dados externos (clima, eventos locais, promoções dos concorrentes)”, complementa.

5G

Saravalle reitera que todo o setor deve aguardar com otimismo a chegada do 5G, que promete ampliar a digitalização do varejo físico, permitindo aplicação em escala.

“Os resultados de muitas tecnologias ainda pouco exploradas serão maiores em áreas- chave. Na logística, experimentaremos a ampliação do uso de IoT nos centros de distribuição para monitorar equipamentos como esteiras, sorters e empilhadeiras. Isso trará ganhos de produtividade e atuação em tempo real”, diz o especialista, que continua.

“Na rastreabilidade iremos para além do tradicional monitoramento de caminhões. Serão monitoradas as temperaturas dos veículos refrigerados, o bem-estar e sonolência dos motoristas, só para citar alguns exemplos. Lojas físicas já serão capazes de localizar onde se encontra uma pessoa dentro do estabelecimento e oferecer uma oferta personalizada de molho de tomate no momento que o consumidor entrar no setor de mercearia”.

Comemorações e desafios

As carteiras digitais e o PIX são hoje, grandes aliados do varejo. Colaboram pela melhor experiência de aquisição do consumidor final e reduzem consideravelmente os custos dos lojistas.

“Antes do PIX, o pequeno e médio varejo pagava entre de 3% a 6% para as adquirentes analisarem, processarem e liquidarem transações financeiras por meio de cartões de crédito e débito. Agora, a alternativa faz toda a diferença, afinal, o lucro líquido do segmento é de um dígito, em média”, lembra.

Mas Saravalle ressalva e finaliza.

“Os desafios pela frente são sobre garantir a segurança contínua dos meios de pagamento digitais, e utilizar a informação riquíssima de transações dos clientes para gerar novas vendas por meio da recomendação de produtos e serviços de acordo com o perfil e intenção de compra de cada consumidor”.