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A tese da cultura de inovação na Mercedes-Benz do Brasil

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Foto: Mercedes-Benz (Institucional)

Pela primeira vez, o projeto de um caminhão brasileiro ganhou o mundo. O Novo Actros, da Mercedes-Benz, é um caminhão inteligente que flerta com os carros autônomos, dando ao Brasil ― e ao mundo ― um vislumbre do futuro dos veículos de carga.

Com o Novo Actros e outros cases inovadores de sucesso, a Mercedes-Benz conquistou a segunda colocação no Prêmio Whow! de Inovação 2020, além de ter sido vencedora na categoria caminhões, novas tecnologias e cultura da inovação.

“O primeiro desafio foi entender como lançar um produto distinto em um país tão diverso como o Brasil”, comenta Mauro Vieira, gerente de projetos comerciais, caminhões e ônibus na Mercedes-Benz do Brasil, na Whow! Live transmitida pelo Instagram. “O Novo Actros é o primeiro caminhão digital, que freia sozinho e não tem retrovisor. Fazer com que esse projeto funcionasse nas nossas estradas foi um desafio imenso.” 

O Novo Actros possui câmeras que fazem leitura espacial, substituindo os retrovisores, e sistema de frenagem inteligente, capaz de detectar pessoas ou outros veículos à frente do caminhão. “São itens que mudam a vida do caminhoneiro, que já está relatando ser difícil voltar a dirigir em caminhões tradicionais depois”, afirma Vieira.

Intraempreendedorismo na Mercedes-Benz

Dos últimos anos para cá, muita coisa mudou no ecossistema de inovação no Brasil. “Vimos uma evolução muito interessante. A inovação aberta tem se desenvolvido e desabrochado, e podemos ver isso pelo número de investimentos de unicórnios, por exemplo. Sem dúvidas o ecossistema está amadurecendo”, diz Eric Visintainer, editor da plataforma Whow! e apresentador da live.

Vieira, que já esteve inserido no universo das startups, vê que essa transformação do ecossistema de inovação está relacionada à forte criatividade dos brasileiros. “Vejo vários grupos que motivam e catalisam a inovação, criando negócios que geram riqueza e benefícios para a sociedade. Hoje há muitos recursos disponíveis, que eram apenas sonho há 10 anos atrás.”

Para fomentar a inovação, a Mercedes-Benz dispõe de programas de intraempreendedorismo com seus funcionários, além do apoio e parceria com startups. “Já tivemos investimentos em startups relacionadas a caminhoneiros e também fazemos programas com startups que tenham ideias que relacionadas com nosso mundo. Também somos fornecedores e ajudamos startups a estruturarem projetos. Mundialmente, a Mercedes-Benz tem alguns programas de mobilidade e inovação com um olhar mais voltado para aquisições”, compartilha.

Dentro da empresa, o programa de intraempreendedorismo se dá através de uma incubadora particular, em que qualquer funcionário pode sugerir ideias e tentar ser incubado. “Os funcionários votam nas melhores ideias na intranet. As mais votadas vão para o pitch day na presença de todo o corpo C-Level da empresa. É um momento em que estagiários e executivos estão lado a lado, apresentando suas ideias em busca de funding”, diz o gerente de projetos.

As melhores ideias a passarem pelo pitch day são implementadas e futuramente apresentadas para toda a empresa.

Mercedes-Benz

Mercedes-Benz ganha prêmio de inovação com Novo Actros, caminhão inteligente que emula um veículo. Foto: Mercedes-Benz (Institucional)

A inovação disseminada

“O primeiro ponto é ter os C-Levels com esse mindset aberto a experimentar”, ensina Vieira sobre como ser inovador em uma empresa. “Esse primeiro imput tem que vir de cima. A partir daí se começa a ter erros e acertos, e mais pessoas vão embarcando e começando a perceber como as inovações podem ser benéficas para seus próprios setores. Abrir a mente das pessoas pelo exemplo ― isso vai contagiando as pessoas”, diz.

O gerente reforça que, quando a liderança está engajada na inovação, com senso crítico sobre onde e quando investir, essa cultura ágil se forma naturalmente. “Foi um passo incrível mostrar aqui dentro que qualquer um pode empreender. Então não temos uma área de inovação, e sim uma comunidade de pessoas que a compõem, de modo transversal e aberto para todos.”

Por fim, para disseminar a cultura da inovação em empresas de qualquer tamanho, Vieira sugere que uma mentalidade consistente voltada à resolução de problemas.

“Inovar por inovar não te leva a lugar nenhum. Fazer com que os funcionários sejam instigados a buscar soluções de problemas reais sim. A partir daí, isso começa a desencadear nas pessoas o desejo de criar coisas mais complexas, de ir além. Desse jeito elas começam a imaginar novos negócio e novos produtos”

Mauro Vieira, gerente de projetos comerciais, caminhões e ônibus na Mercedes-Benz do Brasil


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