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A aprendizagem diária dos líderes de inovação

Os líderes de inovação de grandes empresas brasileiras ou com atuação no País relatam os desafios e os próximos passos do setor

POR Redação Whow! | 16/11/2020 19h59 A aprendizagem diária dos líderes de inovação Imagem: Pexels
Muito mais do que saber utilizar novas formas de trabalho ou ferramentas de design, com foco em negócios, a inovação é um processo de aprendizagem diário, como destaca a diretora de Inovação da EDP Brasil, Andrea Salinas. E a disseminação desta cultura, ao menos no Brasil, é tão recente que em algumas companhias os Chief Information Officers (CIOs) ou Chief Technical Officers (CTOs) comumente também lideram a área de inovação.
Os líderes de inovação, ou Chief Innovation Officers (CINOs), como vamos apadrinhá-los, com os quais a Consumidor Moderno conversou, apontam a resiliência das equipes, durante a quarentena, o investimento contínuo no setor e o relacionamento com os diferentes agentes no ecossistema de inovação, em alguns casos até internacionais, como características similares que emergiram durante os últimos oito meses.

Olhar multidisciplinar

Outro ponto destacado, com frequência, pelos CINOs está a necessidade de expansão da inovação por todos os setores das companhias. Assim, este não fica restrito a apenas um único setor. E a evolução mais presente desta conquista está na multidisciplinaridade das equipes de inovação, com os seus squads (times com representantes de diferentes áreas de uma empresa), com o foco na resolução de um problema que interfira na estratégia da companhia, mas que, principalmente, seja um ponto de dor na visão dos clientes.

A EDP Brasil possui um fundo de investimento, o EDP Ventures, para o aporte em startups, com foco em negócios iniciais e maduros. Ao todo, a companhia quer aportar R$ 30 milhões em novos projetos. E mesmo com os desafios dos últimos meses, por conta da pandemia, houve o investimento em duas startups: Colab e Clarke. Segundo Andrea Salinas, diretora de Inovação e Venture Capital da EDP Brasil, um novo aporte deve acontecer até o fim de 2020.

“O trabalho de inovação deve ser pensado em longo prazo e dentro da estratégia de negócio das companhias, formando uma relação de valor para todos os stakeholders do processo, empresa, startups e sociedade” conta.

Potencial criativo na pandemia 

É possível desenvolver a criatividade durante o isolamento? Para a empresa alemã Faber-Castell, a resposta é afirmativa. Até março, as atividades de criatividade da empresa, no Brasil, aconteciam em escolas e no Espaço de Criatividade e Inovação, mas nos últimos meses elas estão acontecendo no ambiente digital.

“Nós acreditamos que, a partir do estímulo à criatividade, em todos os momentos da vida – não só na infância –, as pessoas estarão mais bem preparadas para ter sucesso e construir uma sociedade melhor para se viver”, conta Bruna Tedesco, diretora de Inovação e Novos Negócios na Faber-Castell Brasil.


 Leia este conteúdo completo, aqui, na edição de novembro de 2020 da Consumidor Moderno.


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