8 inovações que estão ajudando a controlar o coronavírus pelo mundo - WHOW

Tecnologia

8 inovações que estão ajudando a controlar o coronavírus pelo mundo

Confira algumas das inovações que já estão ajudando a evitar uma expansão ainda mais veloz do coronavírus

POR Raphael Coraccini | 16/03/2020 10h00 Foto ilustrativa (Freepik) Foto ilustrativa (Freepik)

A China, primeiro epicentro da crise do coronavírus, declarou, no último dia (12), que o pico do surto já havia passado. Apesar da rápida proliferação por outros países, com casos ainda em número crescente, a notícia não deixa de ser um alento. A contenção do vírus foi uma obsessão da ciência e da medicina nos últimos dois meses e, pela notícia que vem do Oriente, parece que os esforços não estão sendo em vão.

Inovações  no combate ao coronavírus

1.Mapas de calor

O Facebook está fornecendo informações a pesquisadores sobre o deslocamento de pessoas para identificar, por meio de mapas de calor, adensamento populacional em tempo real e deslocamentos em viagens. Espera-se, com isso, que as autoridades da saúde estejam preparadas para acompanhar inícios de surtos em localidades que ainda não receberam o vírus e saber também de onde veio.

coronavírus Foto ilustrativa (Unsplash)

2.Identificador de fake news

A dona da principal rede social, atualmente, também se juntou ao Google e Twitter para identificarem informações incorretas sobre a pandemia e o vírus e direcionarem os usuários a fontes confiáveis, como o site da Organização Mundial da Saúde (OMS).

3.Sequenciamento de genoma

Os cientistas levaram mais de um ano para sequenciar o genoma do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês). Desta vez, o genoma da COVID-19 foi sequenciado em menos de um mês, após o primeiro caso. No Brasil, uma equipe de pesquisadoras brasileiras do Instituto de Medicina Tropical da USP anunciou ter completado o sequenciamento do genoma do novo coronavírus no último dia 28 de fevereiro, o que permite desenvolver testes de diagnóstico.

4.Kit de detecção

Em Singapura, uma rede de laboratórios chamada Veredus disse que está próxima de lançar um micro kit de detecção do vírus, que pode ser comprado em farmácias. Isso permitirá que os pacientes sejam testados para três tipos de coronavírus em duas horas. Isso pode ajudar a reduzir o custo do teste, que tem sido impeditivo para países em que não há sistema de saúde pública, como nos Estados Unidos.

“Nos Estados Unidos os custos de um teste para descobrir se um paciente está em risco de coronavírus são altamente variáveis e ainda exorbitantes. De acordo com o MarketWatch, podem variar entre US $ 1.000 e US $ 4.000, conforme o caso”, diz artigo da revista on-line do Instituto Humanitas Unisinos.

5.Leitura inteligente de documentos

Uma combinação de tecnologias de leitura inteligente, inteligência artificial e deep learning tem permitido digitalizar 100.000 artigos on-line em 65 idiomas diferentes diariamente para obter informações de saúde pública para o combate ao coronavírus. A empresa responsável pelo serviço é a canadense BlueDot.

“A empresa conseguiu alertar os clientes sobre o coronavírus antes que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e a Organização Mundial da Saúde alertassem o público”, aponta Gary Shapiro, presidente e CEO da Consumer Technology Association, em artigo ao portal especializado em tecnologia médica Stat.

6.Previsão de surtos

A Metabiota, empresa de tecnologia para saúde, também utiliza a inteligência artificial, para prever surtos de doenças ao redor do mundo e já havia conseguido identificar o comportamento do zika vírus no ano passado e o comportamento dos insetos responsáveis pela doença de chagas.

Agora, a empresa previu a disseminação da COVID-19 na Coréia do Sul, Japão e Taiwan uma semana antes de serem relatados os primeiros casos. Ao ajudar a rastrear e conter a propagação de doenças, essas tecnologias podem, quando mais desenvolvidas, evitar que epidemias cruzem fronteiras, direcionamento políticas públicas.

Se ela fosse usada na Itália, por exemplo, poderia ter reduzido a expansão do vírus pela América Latina.

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7.Máscaras tecnológicas

A 3M respondeu ao surto de coronavírus aumentando a produção de máscaras tecnologicamente avançadas que, quando combinadas com bons hábitos, como lavar as mãos regularmente, podem ajudar a proteger os viajantes e outras pessoas vulneráveis à doença.

Duas startups israelenses estão trabalhando em máscaras laváveis e reutilizáveis, incorporadas a agentes antivirais e antibacterianos, que podem ser mais eficazes do que as máscaras descartáveis.

8.Robô cuidador

Nos EUA, um paciente no estado de Washington está sendo tratado por um robô, identificado como Vici. Por meio dessa máquina, o paciente consegue contato com a equipe médica.

Na China também há o caso do robô Little Peanut, que transporta alimentos para pacientes em quarentena em um hotel. Em um hospital chinês, os pacientes entregam lixo e lençóis aos robôs. Há ainda o BioSticker, que é capaz de medir a temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e tosse de uma pessoa, atualizando as informações em tempo real. E o GermFalcon, um robô que mata germes com lâmpadas ultravioleta, desenvolvido para higienizar aviões.

Além dessas soluções de destaque no combate do coronavirus, há ainda possibilidades via blockchain e drones de otimizar as cadeias de suprimentos médicos; o monitoramento remoto do paciente para diagnóstico da COVID-19, já realizado em Wuhan, China; e o trabalho à distância.


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