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Tecnologia

8 áreas-chaves que devem regulamentar a Internet das Coisas

Relatório global aborda os riscos de segurança de um mundo transformado pela IoT e aponta diretrizes para torná-lo mais seguro

POR Adriana Fonseca | 30/06/2020 15h59 8 áreas-chaves que devem regulamentar a Internet das Coisas Foto (Shutterstock)

A Internet das Coisas (IoT) já remodelou o mundo como o conhecemos, mas há muitos riscos em manter a privacidade nesse cenário. Tendo a proteção do consumidor como objetivo final, autoridades governamentais de diferentes partes do mundo estão liderando o trabalho para regulamentar a IoT. 

Essa onda de novas regulamentações de IoT está levando os fabricantes de equipamentos a pensarem em maneiras de aprimorar os programas de segurança para seus dispositivos. Isso porque fabricar produtos de consumo seguros e protegidos é o que permitirá às empresas gerar confiança no cliente, ganhar vantagem competitiva e aumentar sua participação no mercado.

Então, como os fabricantes podem reinventar a segurança do produto para o ecossistema de IoT, que está em constante evolução e expansão?

Ao analisar esse cenário, a consultoria global KPMG chegou a algumas conclusões e publicou o relatório “Após a precipitação das regulamentações de IoT” (no original, em inglês, “After the rainfall of IoT regulations”). O documento traz os principais tópicos para a regulamentação do setor. 

“As soluções em Internet das Coisas estão mais presentes no dia a dia das pessoas, com dispositivos cada vez mais conectados à rede. Como efeito desse cenário, as coletas de informações e dados pessoais aumentam significativamente, ocasionando riscos potenciais à segurança dos dados. Os legisladores vêm trabalhando para regulamentar o segmento, de modo que as empresas se responsabilizem pela proteção das informações de seus clientes”, comentou Dustin Pozzetti, sócio líder do setor de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil.

internet das coisas Imagem ilustrativa (Pixabay)

1. Governança

Uma governança eficaz norteia o programa de IoT, promove a padronização e a consistência e monitora os riscos regulatórios de forma contínua.

2. Avaliação de riscos

Há uma necessidade de entender os riscos que os dispositivos conectados levam às operações, aos ativos e aos stakeholders, incluindo os consumidores, para, a partir daí, se pensar na criação de produtos seguros.

3. Gestão da cadeia de suprimentos

As fabricantes são responsáveis pela postura e conduta de segurança dos terceiros envolvidos em suas operações.

4. Ciclo de vida do desenvolvimento seguro

Incorporação de técnicas de ciclo de vida de desenvolvimento seguro ao desenho e à produção dos dispositivos conectados.

5. Gestão da configuração

Garantia de que a configuração-padrão segura seja predefinida em dispositivos de IoT. Controle de quem pode fazer modificações nas configurações e qual tipo de modificação pode ser feita.

6. Identificação da gestão, da autenticação e do controle de acesso

Incorporação das melhores práticas de segurança de software para garantir que o uso de dispositivos conectados seja restrito a pessoas, processos e dispositivos autorizados.

7. Gestão e privacidade de dados

Implementação de métodos razoáveis para proteger os dados gerados por dispositivos conectados, armazenados neles e transmitidos a eles.

8. Monitoramento e gerenciamento de vulnerabilidades

As fabricantes devem monitorar, identificar e corrigir de forma ativa e contínua os problemas nos dispositivos de Internet das Coisas, incluindo aqueles problemas relacionados à produção e à operação.


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