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Eficiência

7 motivos para manter o home-office em algumas funções após a pandemia

Nem toda atividade exige uma dedicação contínua e ao longo de todo o dia para justificar um trabalho presencial

POR Marcelo Almeida | 19/10/2021 11h35

Com os número de casos de Covid-19 em queda e a vacinação em alta, aceleram-se os preparativos das empresas para retornar ao trabalho presencial e suprimir o home office. Neste cenário, vale a pena fazer algumas considerações sobre o fato de algumas funções não justificarem ter um funcionário presente durante oito ou mais horas todo dia em um escritório.

É evidente que existem funções que exigem a presença do funcionário para realizar as tarefas principais da empresa em que trabalham. Por exemplo, um posto de gasolina depende do frentista para colocar a gasolina nos carros, assim como um profissional da segurança de um prédio empresarial precisa estar presente no local. 

A questão para líderes ou empreendedores é considerar quais as posições a que a tecnologia já proporciona um ambiente integrado e com múltiplas plataformas de comunicação, de forma que o trabalho possa ser realizado remotamente sem prejuízos.  Com a convergência de diversas equipes por meio das facilidades digitais, como os serviços na nuvem, modelos de trabalho híbrido vêm ganhando força no mercado. 

É evidente que retornar ao regime presencial estrito e o horário inflexível das 9h às 18h de segunda à sexta (ou sábado) terá como principal efeito não atrair, e menos ainda reter, os melhores talentos. Inclusive, pesquisas indicam que quase quatro em cada dez funcionários que aderiram ao home-office se demitiriam caso tivessem que voltar à rotina tradicional. 

Atividades mais bem adaptadas ao home-office

Um estudo global da McKinsey, publicado em novembro do ano passado, verificou as atividades que melhor podem ser adaptadas ao trabalho remoto sem perda da produtividade. Não se tratam de funções de trabalho em si, mas diferentes tarefas que compõe a rotina de determinados funcionários.

As tarefas com maior aderência ao home-office são relacionadas à capacitação e educação profissional. Ou seja, há pouco ou nenhum prejuízo em fazer cursos de capacitação online, segundo o estudo. Em seguida, aparecem atividades relacionadas a: computação; criatividade; reuniões; e análise de informações, dados e tendências.

Por outro lado, outras atividades mostram não ter aderência ao trabalho remoto, como: estabelecer relações interpessoais com colegas; realizar atividades administrativas e organizacionais; monitoramento e segurança; vendas; lidar com maquinário; e mover objetos.

Dessa forma, torna-se mais simples entender quais funções que poderiam estar trabalhando em casa e quais precisam estar in loco na empresa. Quando as atividades primárias de um profissional estão no primeiro grupo, é mais provável que ele desempenhe seu papel remotamente sem prejuízo.

7 motivos para manter o home-office depois da pandemia

1. Existem funções que são avaliadas por entrega de tarefas e execução de atividades no prazo estabelecido. Para estes profissionais, os processos utilizados e o período em que estavam de fato trabalhando não é relevante, e sim o resultado final. São áreas que, normalmente, têm maior autonomia e não precisam estar disponíveis para reuniões ao longo de todo o horário comercial. Nesse tipo de função, não é necessário ter esse empregado durante toda a semana no escritório exercendo atividades que dependem, na maior parte, de sua própria criatividade – sobretudo ao se tratar de alguém que trabalhe melhor sozinho ou em ambientes mais privados. É o próprio prazo que vai guiar o desempenho deste colaborador, sem ser preciso um controle presencial das suas tarefas.

2. Outro caso em que o home office ou o trabalho híbrido é uma boa opção é para freelancers. Em geral, estes profissionais terceirizados exercem funções que não precisam de uma relação tão próxima com os clientes. Além disso, vale a pena considerar até que ponto é um bom investimento criar uma estação de trabalho a mais para uma pessoa que só trabalhará durante um projeto específico, ou se é possível que ele faça essa tarefa com o equipamento que tiver em casa.

3. É possível reduzir significativamente o orçamento da empresa com transporte dos funcionários se eles trabalham de casa durante parte da semana, bem como diminuir gastos com eletricidade, água e outros custos relacionados ao escritório físico.

4. Sem contar que sua empresa será bastante valorizada por funcionários que preferem essa modalidade de trabalho e que apreciam o fato de serem visto como profissionais maduros, que irão se dedicar às suas atividades independente de existir um ambiente de gestores observando suas ações.

5. Um argumento que não se sustenta em relação ao home-office também é que ele favorece a procrastinação e enrolação na hora de realizar atividades. Diversas pesquisas já mostram que há, inclusive, aumento da produtividade para uma grande parcela dos profissionais que aderiram ao trabalho remoto

6. O mais importante: não é o formato de trabalho que define a qualidade do profissional. Se um trabalhador não está adaptado a uma empresa, seja por questões técnicas, emocionais ou de falta de alinhamento à cultura do negócio, ele não vai render em casa nem no escritório.

7. Em suma, adotar o trabalho remoto mesmo depois da pandemia pode trazer várias vantagens para os dois lados, empregado e empregador. Estamos falando em maior bem-estar aos funcionários, que podem dormir alguns minutos mais e não precisam se deslocar até local de trabalho, assim como em redução de gastos para a empresa. O importante é entender para quais funções o trabalho remoto pode ser mantido sem prejuízos, e oferecer as ferramentas necessárias para que seja feito de forma produtiva.