7 grandes fracassos de inovação para você recordar - WHOW
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7 grandes fracassos de inovação para você recordar

O Whow! traz empresas que falharam. Algumas delas são atuais gigantes do mercado. Outras, invenções esdrúxulas que afundaram seus criadores

POR Raphael Coraccini | 26/02/2020 14h00 7 grandes fracassos de inovação para você recordar Imagem: Freepik

Empresas da nova economia estão, de forma muito mais rápida, surgindo e se tornam bilionárias por facilitar o consumo e reduzir custos de serviço de forma inimaginável. Esses exemplos nos dão a impressão de que a história da inovação é uma crescente, do telefone fixo ao sem fio, depois ao celular e smartphone com internet; da carroça, ao Fusca e agora carro nenhum, só aluguel e carona. Mas a verdade é que muitos fracassos pelo caminho aconteceram até que setores inteiros fossem transformados.

E entre as empresas que falharam na tentativa de moldar o futuro, muitas delas são gigantes hoje. Outras, já foram gigantes e perderam relevância. Outras ainda morreram no nascedouro.

Relembre sete exemplos de fracassos retumbantes de inovação e suas engenhocas falidas:

1.Computador vestível

Em 2002, as empresas Xybernaut e Hitachi lançaram um esquisito computador vestível que prometia revolucionar algumas profissões, de engenheiros na NASA a policiais de rua. A aparência de Robocop o Xybernaut Poma conseguiu. Mas ficou faltando todo o resto.

A tecnologia não emplacou por alguns motivos, além de sua aparência assustadora. Seu sistema tinha muitas falhas, o hardware, apesar de portátil, era muito pesado e o preço era impeditivo, na faixa de 1.200 dólares da época, que valia muito mais que o dólar de hoje. Outro desastre foi a Xybernaut, que acabou fechando por acusações de fraude fiscal.

fracassos Foto ilustrativa Xybernaut Poma

2.Fracassos com smartphones 

O que Facebook, Amazon e Microsoft têm em comum? Elas são algumas das empresas mais valiosas do mundo. Mas tem outro ponto em comum, todas falharam no lançamento de smartphones.

A Amazon tentou ampliar sua linha de gadgets – que ia bem com o Kindle – lançando seu Fire Phone, mas a falta de fit entre o sistema operacional e aplicativos ajudaram a interromper a ideia.

Já o Facebook lançou seu HTC First, que nem com uma redução desesperada de preço – vendido a 99 centavos de dólar temporariamente, que se tornou permanente até a morte do telefone.

E o Lumia, da Microsoft, era nada intuitivo e teve destino igual ao de todos os hardwares da Microsoft, um fim melancólico.

3.Sistema operacional relâmpago

A BlackBerry foi durante muito tempo empresa de destaque na produção de smartphones voltados para público empresarial. A empresa não entendeu que seria preciso mudar o rumo do seu negócio e se manteve focada em aparelhos seguros e de bateria longa, sem apostar em capacidade operacional.

O resultado foi a perda repentina de mercado. Depois disso, a empresa quis voltar ao jogo criando o seu software para smartphones, que pode ser chamado de software relâmpago, não por uma super capacidade de processamento, mas porque foi embora tão logo chegou, apagado pelos onipresentes Android e iOS.

4.A breve história de um chinelo/tênis

Há algum tempo, você foi à loja comprar sua sandália havaianas e se deparou com algo estranho na vitrine, algo que parecia uma mistura de tênis e chinelo. Apesar do sucesso momentâneo, os crocs representaram uma breve mudança no design dos calçados leves e um seguinte fracasso de vendas.

Há dois anos, a empresa tentou se reerguer ao lançar novos produtos, mas não acertou. A onda crocs se assemelhou muito mais às fugazes paleterias brasileiras do que a uma nova Havaianas.

fracassos Foto ilustrativa SPOT Smart Watch

5.Relógios adiantados demais

Em 2004, a Microsoft antecipou os relógios inteligentes que estão se proliferando hoje. Mas errou o timing. Mostrando que inovação é também perceber o momento de adesão à tecnologia. O SPOT Smart Watch da Microsoft conectava o usuário ao site de notícias do MSN.

Outro fracasso fatal, o portal não emplacou e levou a linha de relógios junto para o esquecimento.

6.Feio e indiscreto

Outro exemplo de inovação que errou o timing foi o Google Glass, lançado entre 2013 e 2014. O produto tinha problemas de privacidade, que fizeram dos óculos um inimigo público. O aparelho capturava e gravava imagens sem autorização.

7.Sem brilho

Não são só tecnologias que causam fracassos em inovarem. Modelos de negócio mal construídos também podem representar um grande tombo para marcas poderosas.

A famosa marca de artigos de luxo, Tiffany & Co., fez uma aposta ousada. Ela tentou modernizar seu modelo de negócio apostando na venda de artigos para uso diário, deixando de lado a característica que a marcou desde 1837, quando a empresa surgiu: o luxo em seu estado mais requintado.

Depois de uma breve alta de suas ações, a marca percebeu a queda repentina do seu valor de mercado porque seus produtos passaram a perder relevância diante do consumidor. Por conta do barateamento das peças, o glamour da Tifanny perdeu o vigor do seu brilho.


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