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Tecnologia

7 tendências para o setor de healthtechs

Entre elas estão inteligência artificial, telemedicina, saúde da mulher, saúde mental e medicina regenerativa. Confira todas aqui

POR Adriana Fonseca | 21/05/2020 12h34

Os investimentos globais em saúde digital chegaram a US$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre de 2020, uma queda de 8% em relação ao quarto trimestre de 2019, segundo dados da plataforma CB Insights. As healthtechs, startups de saúde, fecharam 1.156 rodadas de financiamento nos três primeiros meses deste ano, o nível mais baixo desde o quarto trimestre de 2018.

Somente as empresas de inteligência artificial levantaram US$ 984 milhões no primeiro trimestre de 2020. Esse valor é 37% maior em relação ao quarto trimestre de 2019, mas ficou bem abaixo do pico de US$ 1,6 bilhão registrado no terceiro trimestre de 2019.

Os negócios de telemedicina, por sua vez, atingiram um recorde no primeiro trimestre de 2020. Foram fechados 103 negócios, o dobro do observado no quarto trimestre de 2019 e o maior nível já registrado. Esta nova área na saúde, bem como os serviços de diagnóstico, continuam sendo segmentos populares no bem-estar das mulheres. Após três quedas trimestrais consecutivas, o financiamento da saúde da mulher aumentou 150% em relação ao quarto trimestre de 2019.

Já a área de saúde mental atingiu um recorde. As startups do setor levantaram US$ 576 milhões, superando o recorde trimestral anterior em mais de 60%. As startups que direcionam seus serviços para empresas (B2B) ficaram em evidência, fechando várias rodadas com valores superiores a US$ 20 milhões.

No mundo, hoje, existem 42 unicórnios na área da saúde, avaliados em US$ 97,8 bilhões – nenhuma empresa brasileira ou latino-americana está nessa lista.

O relatório da CB Insights traz, além dos dados acima, sete tendências do setor de saúde.

1. Healthtechs de inteligência artificial

São as startups com modelos de negócio no formato SaaS (software como serviço) para clientes do setor de saúde ou que utilizam IA para desenvolver produtos para o mercado de saúde. Dentro do segmento, o maior aporte no primeiro trimestre de 2020 foi na Karius, uma empresa de testes de doenças infecciosas que usa machine learning para analisar o DNA de patógenos e identificar a causa da doença. A startup tem sede na Califórnia, nos Estados Unidos.

2. Telemedicina

É o uso da tecnologia para prestar serviços clínicos de saúde para pacientes remotamente. Dentro do segmento, o maior aporte no primeiro trimestre de 2020 foi na Alto Pharmacy, que fornece entregas gratuitas no mesmo dia da compra sete dias por semana. Além disso, a empresa também oferece suporte no aplicativo e por telefone, bem como coordenação com médicos e seguros de empresas. Com o aporte de US$ 250 milhões, tornou-se um unicórnio (empresa avaliada em mais de US$ 1 bilhão).

3. Dispositivos médicos

Aparelhos que auxiliam no diagnóstico, cura, mitigação, tratamento, monitoramento ou prevenção de doenças. Dentro do segmento, o maior aporte no primeiro trimestre de 2020 foi na Element Science, que usa machine learning para criar dispositivos médicos vestíveis. Seu principal produto é um desfibrilador vestível para evitar a morte súbita cardíaca.

4. Saúde digital na China

São as startups de saúde chinesas que usam a tecnologia digital como um fator diferenciador sobre a concorrência. Na China, o maior aporte no primeiro trimestre de 2020 entre as healthtechs foi feito na Zhangshang Tangyi, que criou um aplicativo para gerenciamento de diabetes. O app permite aos pacientes gravar seus dados de saúde conectando o celular a monitores de glicose. A empresa fornece ainda conteúdo educacional para os diabéticos e tem um comércio eletrônico com produtos e dispositivos para quem tem a doença.

5. Saúde da mulher

Startups focadas especificamente em fornecer produtos de saúde e serviços para mulheres. Dentro do segmento, os dois maiores aportes no primeiro trimestre de 2020 foram na Maven Clinic e na Advantia Health, ambos no valor de US$ 45 milhões. A primeira oferece a mulheres e suas famílias uma clínica de saúde digital, com serviços virtuais. Já a segunda promove tanto o cuidado virtual como pessoalmente.

6. Saúde mental

Empresas que aplicam a tecnologia para ajudar as pessoas com distúrbios de ordem emocional e psicológica, e para promover o bem-estar social. Dentro do segmento, o maior aporte no primeiro trimestre de 2020 foi na Lyra Health, uma plataforma de saúde mental baseada em tratamentos com evidências científicas. A rodada foi de US$ 75 milhões.

7. Medicina regenerativa

Empresas envolvidas em pesquisa e desenvolvimento ou comercialização de terapias com genes, terapias celulares e tecidos de engenharia biológica. Dentro do segmento, o maior aporte no primeiro trimestre de 2020 foi na Lyell Immunopharma, que desenvolve imunoterapias para câncer com base em células. A rodada foi de US$ 493 milhões.


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