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Negócios voltados para o mercado da longevidade

O setor para o público sênior vem ganhando espaço com o aumento da população, com mais de 50 anos, e novos negócios buscam aceleração

POR Adriana Fonseca | 09/09/2020 12h01

O mercado da longevidade, de negócios voltados a pessoas mais velhas, tem números que falam por si só. No Brasil, 25% da população tem mais de 50 anos e, globalmente, a parcela de pessoas com mais de 65 anos vai aumentar 427%, segundo dados do site Revolução Prateada, mantido pelo autor do livro “Longevidade Inteligente”, Alexandre Correa Lima, especialista em pesquisas e demografia. 

No Brasil, a população sênior já é maior do que a de jovens de 0 a 14 anos e daqui a 15 anos os brasileiros de 50 ou mais terão ultrapassado a faixa etária que compõe a maior parte dos trabalhadores de hoje, de 25 a 49 anos de idade. 

Mercado da longevidade em aceleração

Esses dados apontam para impactos no mercado de trabalho, nas relações de consumo, na forma de fazer marketing e na sociedade em geral. É o que vem se chamando de “revolução prateada”. Para atender a essa revolução, empresas já se movimentam para pensar em produtos e serviços adequados a essa população e, aqui, a gama de oportunidades é ampla, de aplicativos para coletar métricas de saúde em tempo real a serviços especializados e cidades mais inteligentes.  

No último mês de agosto, seis negócios sociais voltados para a longevidade foram selecionados para participar da Neo Acelera, aceleradora da farmacêutica Neo Química. Segundo a empresa, os negócios escolhidos, entre 441 inscritos, são voltados para os desafios da maturidade, já geram impacto social positivo para seus beneficiários e têm potencial para ganhar escala. Em sua segunda edição, o programa de aceleração foi desenvolvido em parceria com a unidade de inovação corporativa da Yunus Negócios Sociais, com apoio da Pipe.Social e da consultoria Hype60+.

“Sabemos que a população madura enfrenta diversos desafios socioeconômicos, evidenciados ainda mais pela pandemia que estamos vivendo. Temos que lembrar que estamos falando de uma grande parcela de brasileiros. Portanto, a diversidade dos negócios selecionados busca atender às variadas demandas desse grande público, que cresce cerca de 3% ao ano no mundo”, comenta Natália Niro, gerente executiva de marketing da Neo Química.

Os empreendedores selecionados passarão por um programa de três meses de aceleração, com treinamentos imersivos e mentorias on-line, envolvendo especialistas do mercado e a equipe da Yunus Negócios Sociais. Toda a jornada da aceleração foi adaptada para a realidade virtual, explorando metodologias adequadas ao contexto atual. Ao final, um dos empreendimentos poderá receber um aporte de R$ 150 mil para se desenvolver, aumentando o impacto do negócio.

6 negócios sociais 

Dr. Pocket: A healthtech de Santa Catarina é especializada em telemedicina e integra serviços da área da saúde íntima masculina. Oferece diagnóstico, avaliação, prescrição, monitoramento e logística de entrega de todos os produtos e serviços necessários para a gestão da saúde biopsicossocial.

ISGAME: Tem sede em São Paulo e se propõe a ensinar idosos a jogar e desenvolver videogames com metodologia para melhorar a saúde mental e física. A startup desenvolveu o aplicativo Cérebro Ativo, com jogos de estímulos cognitivos, físicos e sociais e monitoramento da saúde, além do curso para 60+ com inclusão digital, ensinando idosos a jogar e desenvolver games.

Mais Vívida: Também de São Paulo, a plataforma promove uma relação intergeracional, conectando jovens em busca de trabalho com propósito e pessoas mais velhas que necessitam de companhia em atividades diversas, estímulo cognitivo e inclusão digital.

Sênior Geek: Do Rio Grande do Norte, é uma comunidade de eventos e cursos para inclusão digital do público 60+, desmistificando o tema e aproximando-os da tecnologia, impactando diretamente sua independência, autonomia e autoestima.

Divas Dance: O programa para mulheres 60+ praticarem exercícios físicos misturados a passos de dança de ritmos variados nasceu em Brasília. Promove saúde, inclusão e empoderamento com a formação de uma comunidade com atividades de socialização como encontros, passeios, cinema e viagens.

Acvida Cuidadores: Também da capital federal, o curso de formação de cuidadores com baixo custo pode ser realizado à distância pelo celular, com tecnologias simples. Há possibilidade de estágio presencial e certificação para atuação profissional. Os cuidadores ganham exposição no mercado por meio de uma plataforma e a contratação é feita diretamente pelo cliente.


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