6 grandes tendências de negócios para 2022, segundo o LinkedIn - WHOW
Eficiência

6 grandes tendências de negócios para 2022, segundo o LinkedIn

Entre as tendências apontadas pela rede social, estão a criação de um metaverso distribuído em blockchain e a maior transparência salarial no mercado de trabalho

POR João Ortega | 13/12/2021 17h17 6 grandes tendências de negócios para 2022, segundo o LinkedIn

Rede social de negócios mais usada no planeta, o LinkedIn divulga anualmente a lista Big Ideas, em que aponta as principais tendências no mundo de trabalho para os doze meses seguintes. Para 2022, como não poderia ser diferente, a publicação destaca desdobramentos dos dois anos de pandemia como os principais motores de transformação no contexto das empresas. 

Entre as 10 tendências apontadas na lista, algumas são pouco relevantes para empreendedores no geral. Por exemplo, o LinkedIn aponta para o movimento de fuga dos mais ricos do mundo, que se afastam de seus países de origem para proteger reservas financeiras. A rede social também afirma que, no ano que vem, os atletas serão mais donos da própria carreira e menos dependentes dos clubes que defendem. 

No entanto, há ao menos seis tendências em destaque na publicação que são de extrema importância para empresas de todos os setores e às quais empreendedores devem ficar atentos. Dessa forma, poderão se antecipar ao que vem por aí e, assim, alcançar maior chance de sucesso com seus negócios. 

6 grandes tendências para negócios em 2022

1- Saúde mental em alta

Apesar de muitos negócios voltados à saúde mental da população terem nascido nos últimos dois anos, a demanda por saúde mental é ainda muito maior que a oferta. Houve aumento de 28% nos casos de depressão durante a pandemia, inclusive com profissionais de saúde lutando contra o próprio esgotamento na linha de frente no combate à Covid-19. Segundo a lista Big Ideas 2022, soluções digitais são essenciais diante desta crise e “a próxima fronteira incluirá aplicativos e dispositivos vestíveis para ajudar as pessoas a administrar seu tratamento”.

2- Transformação dos deslocamentos

O isolamento social e outras medidas restritivas tomadas ao longo da pandemia diminuíram o trânsito nas cidades. Com a retomada dos serviços e gradual retorno aos escritórios, é claro que há um aumento dos deslocamentos, mas, de forma geral, o tráfego de pessoas está mais distribuído ao longo do dia, com menos concentração na “hora do rush”. A tendência é que, a partir do ano que vem, mais e mais cidades foquem em centros urbanos menores e mais distribuídos, com os grandes deslocamentos dando lugar à proximidade. 

3- Mais poder aos funcionários

Se no Brasil a crise de desemprego faz com que muita gente se volte a trabalhos autônomos ou informais, a nível mundial o que se nota é uma tendência de empoderamento dos funcionários em geral. Com níveis de retenção em baixa nas empresas, trabalhadores da linha de frente em áreas como varejo, hotelaria e atendimento ao cliente não aceitam mais salários baixos e condições de trabalho desumanas. Este novo futuro contará com mais funcionários vocais, que não hesitarão em abandonar o barco se estiverem infelizes. 

4- Diversidade multidimensional

Pouco a pouco, estão melhorando índices de diversidade nas empresas, mas isso tem acontecido de forma desigual. Isto porque, em muitos casos, as lideranças focam em aumentar a diversidade de gênero, por exemplo, mas deixam de lado outras questões importantes, como raça, sexualidade, idade, PCDs, entre outros. Para 2022, a tendência é que as empresas olhem para a diversidade em todas as suas dimensões de forma integrada. 

5- Metaverso de todos

Embora grandes companhias de tecnologia como Meta (antigo Facebook) e Microsoft tenham planos ambiciosos para o metaverso, a tendência é de que o ano que vem mostre que este ambiente digital em 3D seja construído de forma distribuída por conta da tecnologia blockchain. Com isso, empreendimentos digitais de diferentes setores poderão ter seu espaço e disputar a atenção dos clientes sem, necessariamente, estarem sujeitos às taxas e algoritmos das Big Techs. 

6- Transparência salarial

Pretensão salarial nunca mais: a tendência, segundo o LinkedIn, é que recrutadores sejam mais transparentes em relação aos salários oferecidos nas vagas de trabalho. Com isso, é natural que, de uma forma geral, seja quebrado o tabu sobre falar do salário dentro das empresas. Alguns empregadores temem que esse tipo de abertura salarial possa gerar ressentimento entre os colegas e ajudar os rivais a roubar seus funcionários, mas a tendência é de que as empresas mais transparentes sejam mais bem vistas pelos colaboradores.