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Tecnologia

6 diretrizes para promover a inovação nas empresas

Diretora de inovação e negócios digitais da Stefanini fala de como o atual cenário resgatou o conceito original de como inovar. Confira

POR Adriana Fonseca | 02/07/2020 16h04 6 diretrizes para promover a inovação nas empresas Imagem: Pexels

Em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, ainda mais aguçado pela pandemia, a competitividade depende da criação de um ecossistema de alto desempenho. Nesse cenário, a visão focada na geração de produtos e serviços não é mais suficiente. É preciso ir além e desenvolver um modelo estratégico de negócios que contemple uma plataforma conectada com ecossistemas de inovação para gerar valor e uma experiência diferenciada.

“Hoje, mais do que nunca, é o momento de associar capacidades para transformar nossas organizações em unicórnios de inovação”, afirmou Mary Ballesta, diretora de inovação e negócios digitais da Stefanini. em um webinar no final de junho.

Segundo ela, a necessidade de inovação como vemos hoje começou, principalmente, com a chegada dos millennials, que passaram a exigir experiências individuais e únicas que atendessem suas necessidades em seus micromomentos. “Eles são uma geração mais disposta a ouvir propostas”, disse Mary, dando como exemplo o setor financeiro, mas ressaltando que todos os setores foram impactados pelos millennials.

O relacionamento dos centennials com a tecnologia

Agora chegam os centennials, que são os nascidos a partir dos anos 2000.

“O fato de eles serem nativos digitais faz com eles tenham um chip diferente – pensam na economia colaborativa e nas vantagens da tecnologia e não na tecnologia em si.”

Mary Ballesta, diretora de inovação e negócios digitais da Stefanini

De qualquer forma, não se trata de apenas um grupo. O que essa geração ocasionou foi uma mudança de mentalidade entre gerações. “As preferências dos millennials se repetem em outras gerações”, afirma a executiva. Assim, as empresas vêm revolucionando o mercado para atender isso, e um exemplo evidente são as fintechs.

Mary lembrou alguns números, dizendo que no Brasil há 529 fintechs. “É um grande ecossistema de empresas que criaram modelos inovadores”, disse. Na América Latina são quase 1,5 mil. “Antes as empresas concorriam em um setor estável, agora não.”

Quem ganha nessa batalha: as startups ou as empresas tradicionais?

inovação Foto ilustrativa (Pixabay)

Hoje, ela diz, quem ganha são as big techs – Google, Amazon, Facebook e Apple –, porque elas têm a capacidade de investimento de uma grande empresa e promovem a experiência superior das startups. “Elas criaram plataformas de produtos e serviços em diferentes setores e estão atendendo os clientes que queriam ser atendidos de forma transversal. Elas estão, inclusive, atendendo os clientes em suas necessidades financeiras.”

Essas empresas têm a capacidade de entender as necessidades dos clientes e de criar um serviço ou produto que atende com uma experiência tão boa que isso, naturalmente, fideliza o cliente. “São empresas centradas no cliente. Não se trata de ser uma empresa de tecnologia ou do setor financeiro. Estão criando modelos revolucionários.”

O novo varejo está indo nessa linha: o poder da tecnologia com a capacidade de atender as necessidades dos clientes. É o caso, por exemplo, de Rappi, iFood, Cornershop e Glovo. “Combinam digital com varejo físico. Tem que misturar essas experiências e oferecer algo relevante para os clientes.”

Para a diretora de inovação e negócios digitais da Stefanini, as empresas devem atender as necessidades do cliente além do produto que elas oferecem. Quando um cliente quer contratar crédito, por exemplo, ele quer esse dinheiro para alguma coisa, como viajar, então ele tem necessidades emocionais, funcionais e sociais a serem atendidas – e é papel da empresa atender essa necessidade. Para se aprofundar no tema, ela recomenda o livro “Jobs to be done”.

Ela também abordou que é preciso olhar muito para o local (o Lobal) e ser ainda mais resiliente diante de um cenário ainda mais incerto. A preocupação humana veio mais à tona, o que muda as relações de consumo. Passamos ainda do trabalho ao teletrabalho e o mesmo aconteceu na educação, com o e-learning. “Fomos do individualismo à colaboração e isso vai ser muito importante para o open innovation”, afirma.

“A inovação tinha sido colocada em um cantinho, mas ela é a capacidade de reagir rápido ao que aparece. Antes estava mais restrita à transformação digital e foi resgatada essa capacidade da inovação que é a de reagir rapidamente.”

Mary Ballesta, diretora de inovação e negócios digitais da Stefanini

É importante repensar a inovação, que é a capacidade de criar novas lógicas e repensar tudo o que a organização faz para alcançar os melhores resultados. “A inovação é uma nova prática, mas que gera valor”, frisou. 

Como se faz a gestão da inovação em uma empresa

O modelo, segundo Mary, é caminhar para uma inovação que transforma, rumo ao futuro. Assim, é preciso definir a estratégia para chegar à inovação e, a partir dessa estratégia, criar um fluxo de inovação –, como a empresa vai trabalhar efetivamente no dia a dia a inovação – e as práticas que permitem inovar de forma contínua.

Nesse contexto, a inovação não pode se limitar a laboratórios de inovação. “Pode começar ali, mas não se restringir, até porque 90% dos laboratórios de inovação fracassam”, disse Mary. Isso porque nos labs existe um teatro de inovação, e só a metodologia não faz a empresa inovar sozinha. Esses laboratórios também geram uma separação entre as pessoas da empresa, dizendo que só um grupo da companhia inova. Além disso, muitas vezes se esquece de fazer a conexão de por quê se está inovando com a estratégia da empresa. “Para levar valor, precisa estar conectado.”

Propósito

Olhar para fora

Experimentação

Colaboração

Empoderamento

Refinamento


COLABORAÇÃO ENTRE EMPRESAS PARA COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS


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