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5 passos para a medir o ESG

Consultoria global destaca áreas de atenção para as empresas que querem compreender como mensurar as ações no tema mais falado do momento

POR Redação Whow! | 26/04/2021 19h29 Foto: Freepik Foto: Freepik

Tanto a inovação quanto o ESG são, hoje, dois dos principais itens da lista de quase todo líder e empreendedor, dentro e fora do Brasil. Não basta mais inovar se a empresa não pensa nos impactos que os seus produtos e serviços podem causa ao meio ambiente, como querem e podem impactar positivamente a sociedade em que atuam e também a conformidade com os aspectos de governança para maior transparência entre todos os interessados.

Esta tem sido uma demanda crescente dos consumidores e investidores, como o portal Whow! trouxe em conteúdos anteriores.

Mas como medir o ESG, uma vez que o termo envolve algumas questões que não são tão tangíveis no dia a dia? A consultoria global KPMG aponta no seu recente relatório“Measuring Stakeholder Capitalism: WEF IBC common metrics”que ainda falta metrificar o quão bem as companhias estão se saindo em ESG em diferentes setores da indústria e locais de atuação.

Estes são alguns pontos levantados no relatório da consultoria para o Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial para que haja uma comparação mais assertiva e padronizada entre as ações de Sustentabilidade, Social e Governança das empresas globais. Atualmente, existem mais de 100 estruturas para medir o ESG, segundo a KPMG

Passos para a medir o ESG

A consultoria baseou a sua estrutura de comparação para estas métricas no que foi decidido Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial, em Davos, no último ano. Dentro da governança o relatório da consultoria desta o propósito de governança, qualidade do corpo governante, engajamento das partes interessadas, comportamento ético e supervisão de riscos e oportunidades; no meio ambiente aparecem as alterações climáticas, perda da natureza, disponibilidade de água doce, poluição do ar, poluição da água, lixo sólido e disponibilidade de recursos; e em social, a dignidade e igualdade, saúde e bem-estar e habilidades para o futuro.

1. Tópicos que impactam a empresa e a sociedade

Neste primeiro passo a consultoria global destaca a necessidade de se realizar uma análise de melhores práticas, pesquisar tendências na indústria de atuação,
identificar as preocupações das partes interessadas, desenvolver uma lista bruta de tópicos de potencial interesse, explorando cada um para compreender a sua relevância aos stakeholders, priorizar métricas que terão impacto na criação de valor sustentável para a empresa e confirmar os tópicos de ação com a administração e o conselho de administração do negócio.

2. Analisar as lacunas

Aqui é indicado que se avalie quais são os materiais de comparação com os dados que se tem atualmente, para compará-los com os citados pelo Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial para avaliar possíveis lacunas nas métricas em uso. E também desenvolver uma visão abrangente com as principais métricas antes de expandi-las.

3. Verificar a viabilidade para fechar as lacunas

Para este passo acontecer a consultoria comenta que deve-se Identificar se as métricas semelhantes às especificadas no relatório do Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial podem ser modificadas e se há alguma restrição legal para relatá-las. Além disso, o relatório aponta para o envolvimento das pessoas responsáveis pelo tema para avaliar a disponibilidade e confiabilidade dos dados e também identificar métricas para dados ainda indisponíveis. Depois, revise se os dados podem ser obtidos em curto ou longo prazo. E, por fim, observar quais métricas que não podem ser divulgadas.

4. Melhora nos sistemas de relatórios

O quarto passo inclui uma avaliação sobre a robustez do processo de relatório e controles atuais na companhia, para avaliar se os dados já fazem parte dos relatórios financeiros. Há ainda a indicação para que se envolva o departamento de auditoria da companhia e se integre as métricas no ciclo de relatórios. E também que exista o fortalecimento da governança de dados que não sejam confiáveis.

5. Relatórios e garantia

Neste último passo, a KPMG aponta que deve-se integrar as principais métricas aos relatórios convencionais e como alternativa, que se considere inclui-las no relatório anual. E ainda há indicação para que se faça uma avaliação de prontidão dos dados.


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