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5 empresas globais de coworking que podem ganhar mercado da WeWork

Conheça os modelos de negócios por trás das principais startups de compartilhamento de escritórios e outras empresas de coworking em ascensão

POR Adriana Fonseca | 07/01/2020 17h00 Foto Vladimir Proskurovskiy (Unsplash) Foto Vladimir Proskurovskiy (Unsplash)

A WeWork é uma daquelas empresas que ganhou mercado muito rapidamente. Dedicada ao compartilhamento de escritórios, a empresa americana de coworking se tornou uma das startups mais valorizadas do mundo, mas vem ganhando uma nova reputação.

Como noticiamos em novembro, o IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) da WeWork foi um fracasso. O pedido de abertura de capital foi retirado da SEC, órgão que regula o mercado acionário americano, e a empresa revelou que seu prejuízo em 2018 foi de US$ 1,9 bilhão. Em paralelo, veio à tona que o cofundador e ex-CEO da startup, Adam Neumann, havia se envolvido em práticas questionáveis enquanto liderava a empresa.

Avaliada em US$ 47 bilhões no início de 2019, a WeWork vendeu mais para o fim do ano uma participação majoritária para seu principal investidor, o SoftBank, em um acordo que avaliou a empresa em cerca de US$ 8 bilhões – um declínio de US$ 39 bilhões em pouco mais de nove meses.

Nesse cenário complicado, abre-se espaço para outras startups de compartilhamento de escritórios ganharem mercado. “Após a experiência da WeWork, muitos provavelmente verão uma oportunidade de aumentar suas próprias perspectivas”, comentou a CB Insights em uma análise sobre o assunto.

Ao fazer essa avaliação, a CB Insights, que usa machine learning, algoritmos, dados e visualizações para entender a fundo o mercado das startups, identificou algumas empresas que podem obter ganhos com a queda do WeWork.

WeWork Foto Eloise Ambursley (Unsplash)

1. IWG

Com sede na Suíça, a IWG é uma multinacional e, nas palavras da plataforma norte-americana, “a tartaruga da lebre da WeWork”.

Fundada em 1989, fez seu IPO no ano 2000 e já se viu em uma situação semelhante à da WeWork. A empresa cresceu agressivamente durante os anos 90, alugando espaços de trabalho flexíveis para as empresas pontocom, e entrou em colapso quando veio a crise do mercado. Depois que sua subsidiária nos Estados Unidos declarou falência em 2003, a empresa aprendeu com seus erros e traçou um caminho de crescimento lento e constante.

Hoje, opera várias marcas que fornecem espaço de escritório para as empresas. A Regus, uma das marcas da IWG, oferece espaço para escritórios em todo o mundo, inclusive no Brasil; enquanto a Spaces, outra marca da IWG, oferece ambientes de trabalho voltados para o estabelecimento de um ambiente comunitário.

Embora a WeWork e a IWG tenham aproximadamente o mesmo número de estações de trabalho, a IWG registrou um lucro operacional de US$ 61 milhões em 2018. Seu valor de mercado de US$ 4,7 bilhões, embora substancial, ainda está significativamente abaixo da atual avaliação de US$ 8 bilhões da WeWork.

O CEO da IWG, Mark Dixon, disse ao jornal “The New York Times” que a relativa estabilidade da empresa pode ser atribuída à sua cautela na estratégia de crescimento.

A IWG diversificou seus negócios, obtendo 28% de sua receita com serviços como equipe de escritório e suporte técnico. Ela também faz parcerias com os proprietários em vez de sublocar o espaço, um acordo que pode reduzir o risco do negócio.

2. Knotel

Fundada em 2016, a Knotel tornou-se recentemente um unicórnio quando levantou US$ 400 milhões em agosto. A empresa também está crescendo rapidamente e opera hoje em 15 cidades em três continentes, com planos de dobrar o número de locais em que atua. Embora suas perdas não sejam tão dramáticas quanto as da WeWork, a Knotel registrou uma perda de EBITDA de US$ 24 milhões entre janeiro e julho de 2018, mas a liderança da empresa sustenta que está bem posicionada para a rentabilidade a longo prazo.

Diferente da WeWork, a Knotel enfatiza menos as vantagens de estilo de vida, como cerveja e café – uma abordagem que, segundo a empresa, permite a criação de espaços a um custo menor. A Knotel também espera aumentar a estabilidade, visando grandes empresas bem estabelecidas como Starbucks e Microsoft – clientes que podem ter uma rotatividade menor do que as startups.

WeWork Foto Johnson Wang (Unsplash)

3. Industrious

A startup levantou mais de US$ 220 milhões em aportes desde sua fundação em 2013, fechando recentemente uma rodada de US$ 80 milhões em agosto do ano passado.

Gradualmente, passou de um modelo de sublocação para um modelo de parceria de proprietários semelhante ao empregado pela IWG. Em vez de arrendar espaço e depois alugá-lo para empresas, a Industrious tem funcionado como uma empresa de administração para seus parceiros proprietários.

Sob esse modelo, o proprietário do imóvel cobre a maior parte do custo da reforma do edifício para transformá-lo em um espaço de coworking completo, com cafés e ambientes tranquilos. A Industrious recebe uma taxa de gerenciamento de 5% a 7% da receita do escritório alugado, além de 30% a 50% do aluguel adicional que o proprietário do imóvel consegue cobrar após a conversão em coworking.

A empresa diz que, embora essa configuração gere menos receita, suas margens de lucro são de cerca de 90% – em comparação com as margens de 30% dos contratos de sublocação.

Atualmente, a Industrious possui 90 locais em mais de 45 cidades dos Estados Unidos, com planos de lançar outros 60 locais no próximo ano. Também anunciou uma parceria em 2019 com a empresa de fitness Equinox para abrir espaços de trabalho em algumas de suas academias.

Em vez de se concentrar apenas em grandes centros econômicos, a Industrious está apostando em cidades de médio porte com indústrias emergentes de tecnologia, como Phoenix, Dallas e Atlanta.

4. Convene

A empresa tem sido lucrativa durante a maior parte de sua existência – algo raro no setor de escritórios compartilhados. A startup operou no azul em todos os anos desde que foi fundada em 2009, com exceção de 2019, quando investiu fortemente em expansão.

A Convene opera em parceria com os proprietários, com um foco específico em hospitalidade.

A abordagem da empresa é operar parte de um edifício como um espaço de coworking por meio de um contrato de gestão ou arrendamento, oferecendo seus serviços de hospitalidade a todos os inquilinos do edifício.

Por meio da Convene, as empresas podem reservar serviços como catering e salas de reuniões temporárias e até clínicas de atendimento primário, fornecidas por meio de uma parceria com a Eden Health.

A empresa possui 28 locais nos Estados Unidos, e metade deles está na cidade de Nova York. O negócio foi avaliado em US$ 500 milhões depois de conquistar um aporte de US$ 152 milhões em julho de 2018. Para o CEO Ryan Simonetti, o caminho da empresa para um maior crescimento está no atendimento ao cliente.

“Hospitalidade é a entrega de um serviço humano a humano”, disse ele à “Crain’s New York Business”. “Projetamos espaços incríveis, nossa tecnologia é ótima e nossas ofertas de alimentos e bebidas são incríveis. Mas o que nos separa é a entrega de humano para humano. ”

WeWork Foto Vladimir Proskurovskiy (Unsplash)

5. Impact Hub

A rede global com sede em Viena, na Áustria, tem espaços compartilhados de trabalho direcionados a empresas e organizações sem fins lucrativos que visam criar um bem social.

Com mais de 100 vagas em mais de 50 países, inclusive no Brasil, a rede incentiva seus membros a usarem suas instalações para perseguir as 17 Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que incluem objetivos como acabar com a pobreza, fornecer educação de qualidade e garantir boa saúde.

O Impact Hub usa um modelo de franquia no qual cada hub local é dono de sua operação junto com a organização internacional. Os franqueados pagam uma taxa de adesão e têm um programa de compartilhamento de receita.

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