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5 dicas para treinar a sua memória

A memória de muita gente tem sofrido com o excesso de informação. A boa notícia é que, é possível exercitá-la e deixá-la mais forte

POR Luiza Bravo | 20/12/2019 10h00 5 dicas para treinar a sua memória Foto Gerd Altmann (Pixabay)

Whatsapp, e-mail, TV, várias abas abertas ao mesmo tempo no computador. A informação está por todo lado, e não pede licença para entrar no nosso dia a dia. A todo momento, somos bombardeados com notícias, cobranças e outras distrações. O resultado não poderia ser outro: cada vez mais as pessoas reclamam que andam com a memória fraca, e que tem dificuldade para aprender coisas novas.

Como funciona a memória

A memória seletiva é, na realidade, uma espécie de mecanismo de defesa do corpo humano. Nosso cérebro está constantemente gravando informações, e separa as consideradas vitais das demais, que servem, em tese, apenas para confundi-lo, como conversas que você ouve no trabalho, coisas que vê pelo caminho e até mesmo algumas discussões.

Tudo com que não volta a ter contato em um curto espaço de tempo, o cérebro “joga fora” para abrir caminho para novas informações e não “pifar”. Portanto, quem deseja lembrar ou usar novas aprendizados no futuro, precisa se esforçar para armazená-los em sua memória de longo prazo.

Esse processo é chamado de codificação, e funciona como uma espécie de impressão de informações no cérebro. Sem a codificação adequada, não conseguimos armazenar informações e, consequentemente, não seremos capazes de recuperá-las posteriormente. Ou seja, nos esqueceremos.

O psicólogo alemão Herman Ebbinghaus foi o primeiro a abordar sistematicamente a análise da memória, no fim do século XIX. Suas pesquisas levaram ao desenvolvimento de uma curva de esquecimento, que explica o declínio da retenção da memória com o passar do tempo.

memória Foto Josh Riemer (Unsplash)

Dicas para treinar a memória

O esquecimento humano segue um padrão. Em média a maioria das pessoas esquece cerca de 50% do que aprendeu em apenas um hora, se nada for feito com essas novas informações. Após 24 horas, essa taxa aumenta para 70% e, se uma semana passar sem que essas informações sejam usadas, até 90% delas podem ser perdidas.

Pesquisas indicam que quando uma memória é registrada pela primeira vez no cérebro, ela ainda é “frágil” e facilmente esquecida. Por isso, se você deseja reter as informações a que tem acesso, deve armazená-las com segurança na memória de longo prazo, onde são consolidadas. A seguir, listamos algumas dicas que podem ajudar na retenção das novas informações.

1.Repetição espaçada

Um dos métodos mais conhecidos no processo de aprendizado é a repetição espaçada. Ela aproveita o efeito de espaçamento, um fenômeno da memória que descreve como nosso cérebro aprende melhor quando separamos as informações ao longo do tempo. 

Por exemplo, ao terminar de ler um livro que você tenha gostado ou que seja importante, o ideal é não guarda-lo, mas reler o conteúdo novamente depois de um mês, três meses, seis meses e um ano. Esse processo permite que as novas conexões neurais se solidifiquem.

2.Compartilhe o conhecimento

Dedique 50% do seu tempo para aprender algo novo e o restante para compartilhar ou explicar o que aprendeu para alguém. Pesquisas mostram que explicar um conceito para outra pessoa é a melhor maneira de aprendê-lo. A melhor indicação de que você fixou as novas informações é a capacidade de transferi-las para outras pessoas.

3.Demonstrações

Ao contrário de simplesmente ler ou ouvir uma explicação, as demonstrações mostram como algo funciona e ajudam a visualizar o conceito. Por isso, não importa o assunto: tente ver, na prática, como os conhecimentos que você está adquirindo são aplicados. Tutoriais no YouTube, por exemplo, podem ser ótimos aliados nesse processo.

4.Mexa-se

Todo mundo sabe que praticar atividades físicas faz bem para a saúde. O que talvez você não saiba é que esse hábito também pode ajudar a melhorar a memória e o raciocínio. 

Um estudo da Universidade de British Columbia revelou que a prática regular de exercícios aeróbicos contribui para o desenvolvimento do hipocampo, a área do cérebro relacionada à memória e ao aprendizado. 

5.Descanse

Por fim, use o sono como um poderoso aliado entre as sessões de aprendizado. Dormir antes de aprender fortalece a capacidade de concentração, e dormir depois de estudar é fundamental para o processo de criação de memória. Além de uma boa noite de sono, cochilos curtos entre os turnos de estudo também são ótimos para dar mais energia ao cérebro.


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