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5 Dicas da Loggi para a sua startup

Executivo revela cinco insights poderosos que podem ajudar as startups de diferentes segmentos a decolar

POR Raphael Coraccini | 16/10/2019 17h17

O investimento em startups brasileiras está acelerando e novas iniciativas rompem a barreira de US$ 1 bilhão. Nem toda startup precisa chegar nesse patamar para ser realmente lucrativa e sustentável, mas essas acabam servindo como referência para os empreendedores. A Loggi é uma dessas que virou unicórnio e tem sido modelo para outras empresas do Brasil e do mundo.

O professor da FIA e da ESPM, Vitor Magnani, que é Public Affairs na Loggi e presidente da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), apresenta cinco pontos de atenção que as startups precisam ter para escalar seus negócios. Confira abaixo:

Aproveitar o bom momento de captação de investimentos

Magnani afirma que a realidade dos investimentos deve mudar de maneira relevante nos próximos anos. E esse movimento já está em andamento. “Quando estava na faculdade, você tinha duas opções: tesouro direto ou reinvestir na indústria. Private equity e venture capital não eram falados”, recorda o executivo.

Com a redução das taxas de juros, que podem cair a 4% no ano que vem, os aportes em startups passam a ser ainda mais atrativos para os investidores que gostam de assumir riscos. “Vivemos agora o melhor momento para alavancar os negócios. O Softbank é um dos grandes e têm investido na Loggi”, lembra o executivo. Ele realizou aportes de US$ 100 milhões, ao fim de 2018, e US$ 150 milhões, em junho, em conjunto com outros fundos.

Conhecer as necessidades das grandes empresas

Um estudo realizado em conjunto com o Instituto Startups e FEA-USP sobre corporate ventures também aponta para a inovação que ganha impulso dentro das empresas. “Não é só olhar para a Vila Madalena e Pinheiros (onde está a maior concentração de startups do País) é olhar para as grandes empresas que também estão inovando demais”, afirma.

Ser o cara a quem o gigante vai recorrer para problemas específicos

Hoje, a Loggi e sua concorrente Rappi estão viabilizando a entrada do serviço Prime da Amazon no Brasil. Assim como nos Estados Unidos, a varejista/empresa de tecnologia conta com parceiras para fazer suas entregas cada vez mais velozes. A Amazon faz isso porque não tem expertise para desenvolver esse trabalho que as duas startups de logística fazem para o mercado brasileiro. “O entregador é uma perna muito pequena, temos um braço enorme de logística da mais tradicional possível, de entrega por avião, balsa, navio… Mas embarcamos muita tecnologia”, conclui Magnani.

Preparar a mão de obra do futuro…

Enquanto o capital ainda está se pulverizando pelos novos polos de inovação, deixando de se concentrar no Vale do Silício, o fluxo de profissionais para esses novos polos ainda é pequeno. Para que o Brasil passe a formar seus próprios profissionais é preciso estabelecer a “cultura maker”, diz Magnani. “Aprendi a vida inteira a não fazer. Saía da minha casa, chegava na escola e tomava nota do que estava na lousa. Meu filho de 2 anos não vai sair de casa para sentar na carteira e aprender quem descobriu o Brasil, ele vai poder pegar os óculos VR, entrar na caravela e cumprimentar o próprio Pedro (Álvares Cabral). As escolas vão passar por essa adaptação”, diz.

…E do presente

Num cenário de resolução de problemas e não repetição de velhos padrões, as empresas vão precisar ter conexões entre saberes de diferentes áreas. “Por isso, (a organização via) squad, mas o termo tem servido (apenas) como modernização da velha reunião de departamento. Mas, quando bem aplicado, o squad serve”, ressalta.

Um dos problemas da baixa produtividade na nova economia está relacionado a dificuldade de integrar saberes, seja em um time ou em um mesmo profissional. “Estamos sendo criados e doutrinados para sermos especialistas. É preciso sair da zona de saber”, avalia Magnani ao criticar a ideia herdada do século passado da superespecialização, que treina um profissional a ser perfeito em uma única tarefa.

Para o executivo, o problema não está só na formação desse profissional, mas na forma como as empresas têm buscado os novos talentos. Atrair esses profissionais vai requerer mudar a maneira como as empresas realizam seus processos seletivos, por exemplo. “Para as minhas vagas, não olho diploma, olho experiência e competência… Se o cara sabe fazer, mesmo!”, explica.


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