3 lições fundamentais ao usar tecnologia no seu negócio - WHOW

Tecnologia

3 lições fundamentais ao usar tecnologia no seu negócio

Empreendedores que usaram tecnologias em suas empresas revelam os principais ensinamentos sobre o tema no Whow! Vida Loka Podcast

POR João Ortega | 16/11/2021 23h49

Para muitos empreendedores, a tecnologia pode parecer um “bicho de sete cabeças”. No entanto, a verdade é que o avanço tecnológico busca exatamente o oposto, que é facilitar a vida de quem toca os negócios para que seja possível focar no que realmente importa: gerar lucro e criar empregos

O Whow! Vida Loka Podcast recebeu dezenas de empreendedores que revelaram em suas trajetórias usarem tecnologia, seja ela central ou não nos seus negócios. Desde simplesmente usar as redes sociais para se comunicar com o cliente até desenvolver uma loja 100% autônoma, a intensidade tecnológica varia bastante entre os empreendimentos apresentados. Mas a presença dela não. 

Veja, a seguir, três lições de empreendedores que passaram pelo programa e falaram sobre a questão da tecnologia ao longo da discussão. 

Tecnologia é uma obra em constante construção

Ao desenvolver um programa ou lançar um produto baseado em tecnologia, é preciso entender que o trabalho jamais estará finalizado. Caso o software em questão não seja frequentemente atualizado, ele ficará para trás no mercado. 

É o que explica Sylvestre Mergulhão, desenvolvedor e fundador da startup Impulso, uma rede de profissionais da área de tecnologia. “Software é uma arte viva. Ele nunca acaba. Sempre tem que ter alguém atualizando, porque a tecnologia evolui, a forma como as pessoas interagem com a tecnologia muda”, diz o empreendedor.

O convidado do Whow! Vida Loka Podcast analisa que as poucas empresas de tecnologia sobrevivem durante muito o tempo o fazem porque sabem reinventar o próprio negócio. “O software morre quando ele não consegue se adaptar e se transformar no próximo passo”, resume Mergulhão. 

https://youtu.be/bTFEKcpwQls

Não é você que trabalha para a tecnologia

É a tecnologia que trabalha para você. Quando um profissional se sente dominado pela máquina, há uma explicação comum: o software que ele está utilizando não é adequado às suas necessidades. “Muita gente que opera software tem a sensação de que está trabalhando para o sistema. É isso que tem que acabar. A integração vem para acabar com isso”, afirma Marcelo Lombardo, fundador do Omie, sistema de gestão para pequenas empresas. 

“No Omie, você não lança as contas a pagar”, exemplifica o empreendedor, ao falar sobre a questão da integração e automação como uma necessidade latente dos negócios. “O sistema já está integrado a 100% das concessionárias de serviços públicos. As contas de luz, de água, os tributos, tudo isso está integrado e automatizado no software”, explica. Segundo Lombardo, com a ferramenta tecnológica ideal, o profissional responsável por operá-la tem ganho de tempo e produtividade relevante. 

https://youtu.be/ymmoUtFINc8

Tecnologia barata também pode ser boa

“Às vezes, achamos que tecnologia é só rocket science. Mas um sistema de ERP que custa menos de R$ 30 por mês também é tecnologia”, diz Rodrigo Miranda, fundador da Zaitt. O empreendedor diz que hoje não é preciso ser uma grande empresa ou uma startup alavancada para aproveitar as vantagens do avanço tecnológico. “Não precisa ser 8 ou 80. ‘Ou eu não uso nada, ou uso o sistema mais moderno’. Tem muita coisa no meio”, completa Miranda. 

A Zaitt se firmou como a primeira loja autônoma da América Latina após o lançamento em São Paulo, em 2019. Segundo o empreendedor, o negócio estava, naquele ano, em seu auge de “complexidade tecnológica”. A Zaitt chegou a desenvolver um sistema de visão computacional e de identificação por radiofrequência (RFID) para reconhecer quando um produto saía da loja.

Aos poucos, no entanto, os testes no mercado mostraram que soluções menos tecnológicas eram mais convenientes para o usuário final. “Tinha mais clientes comprando por QR Code, que foi o primeiro método de compra que usamos, do que por RFID, que eu tinha gastado centenas de milhares de reais para desenvolver”, revela Rodrigo Miranda.