2021 pode ser o ano das deep techs, aponta relatório - WHOW

Tecnologia

2021 pode ser o ano das deep techs, aponta relatório

Segmento é avaliado em mais de US$ 850 bilhões somente na Europa, e é responsável por um quarto dos investimentos de venture capital

POR Carolina Cozer | 25/02/2021 11h00 Image: KJ Pargeter (Freepik) Image: KJ Pargeter (Freepik)

Ao que tudo indica, 2021 será o ano das deep techs. Também conhecidas como hard techs, são empresas que desenvolvem tecnologias, inovações e descobertas científicas disruptivas nas áreas de ciências da saúde, engenharia, ciências espaciais, matemática ou física.

Os computadores quânticos, veículos autônomos e a própria inteligência artificial são exemplos de deep techs que já estão tomando o cotidiano sociedades e indústrias, e espera-se que muitas outras novidades ainda estejam por vir.

O relatório 2021: The Year of Deep Tech, elaborado pelo Dealroom, levantou estatísticas do mercado de deep techs na Europa, a trajetória de crescimento dessas startups e os investimentos atuais no setor.

Deep techs movimentam mais de US$ 12 bilhões na Europa

De acordo com o The Year of Deep Tech, as startups do Reino Unido, França e Alemanha lideram os investimentos do setor, já tendo levantado US$ 14,57 bilhões, US$ 6,19 bilhões e US$ 6 bilhões, respectivamente, desde 2015.

O montante investido pelo Reino Unido nesse período corresponde a 23% do total em investimentos de venture capital no país.

No entanto, é mais para o Norte da Europa que encontramos os ecossistemas locais mais focados em deep tech. Finlândia, Noruega e Áustria são as nações que apresentam a maior porcentagem de todo o venture capital canalizado para startups de deep tech no continente ― 38% para a Noruega, 37% para a Finlândia e 32% para a Áustria.

Ao todo, um quarto de todo o venture capital europeu é destinado às deep techs, totalizando US$ 12,14 bilhões anuais, e as empresas europeias do segmento estão avaliadas em US$ 850 bilhões.

Desafios e oportunidades do setor

Mesmo que as empresas de deep tech trabalhem em prol do progresso da humanidade, o relatório levanta a importância de que estes negócios não deixem de lado as estratégias de mercado, construindo soluções que resolvam problemas globais, mas que também queiram ser consumidas pelas pessoas.

As áreas mais desejadas no momento, seja por usuários ou pelas necessidades globais, e que carecem de soluções ágeis e de baixo custo, envolvem alimentação sustentável, aquecimento global, indústria de transformação, cura de doenças e acessibilidade à saúde.

Embora a Europa seja um dos melhores campos para desenvolvimento científico e tecnológico no mundo, a pesquisa aponta que ainda há muito o que se desenvolver em termos de cultura empreendedora nas academias, o que poderia oferecer as vantagens adequadas para que as deep techs europeias quebrem barreiras geográficas e estabeleçam acordos governamentais.

“A Europa tem status mundial em pesquisa. Empreendedores acadêmicos de primeira viagem muitas vezes não sabem o que esperar, o que é comercialmente mais importante, e se beneficiariam de discussões com elementos de fora da universidade para ajudar nas negociações dentro de sua universidade. As universidades e ecossistemas europeus podem ajudar a preencher essa lacuna, promovendo uma cultura empresarial e formando um grupo maior de pesquisadores”, opina ao estudo a Dra. Inga Deakin, investidora em tecnologia da saúde.


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