Dias 23, 24 e 25 de Julho de 2019, São Paulo – SP.

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  • Wired Conference levanta tendências sobre saúde e bem estar no futuro

    Estamos preparados para viver até os 130 anos? Como as tecnologias poderão interferir na nossa longevidade e, principalmente, na nossa qualidade de vida? O Wired Conference Health & Weelness, realizado no último dia 23  no Maksoud Plaza, promoveu uma série de keynotes e talks sobre as tendências que devem predominar os segmentos de bem estar e saúde. A programação contou com personalidades influentes do meio como Sri Prem Baba, Julia Shaw e Alexandre Kaleche. Em sua palestra sobre longevidade, Kaleche apontou para o fenômeno da Revolução da Longevidade, que acontece simultaneamente com o que os pensadores tem chamado IV Revolução Industrial. “Esse momento é definido como mudança inexorável entre as várias tecnologias, elas vão se conectar e é neste contexto que o envelhecimento acontece”, explica. Em uma sociedade com todas as informações disponíveis, a prevenção deve ser a grande tônica dos cuidados com a saúde no processo de envelhecer. A busca por propósito em tempos de mudança Sri Prem Baba – líder espiritual com atuação global – trouxe contribuições sobre um ciclo do tempo que será fortemente marcado pela busca por respostas em todos os aspectos da vida. O guru alertou que estamos diante de um desafio civilizatório onde precisamos transitar do medo para a confiança, de modo que o mundo dos negócios também deve seguir essa busca por um objetivo maior. “Todos os desafios do mundo têm peso do no medo e ódio que nos habita. A resposta para isso é uma revolução de consciência. Estamos com o desafio de criar riqueza através do propósito, onde precisaremos usar a tecnologia para praticar o bem”, refletiu. Em tempos onde pessoas com bons cargos e boas condições financeiras renunciam aos seus bens na busca por respostas, encontrar a felicidade no que faz parece ser o grande desafio nesse processo. Prem Baba explica que esse movimento deve se intensificar. “Estamos falando de uma revolução da consciência que já começou, já estamos nos questionando. Cada vez mais surgem pessoas buscando respostas sobre o que fazer com o tempo e como ganhar dinheiro dentro desses propósitos. Isso vai fazer com que você descubra seu lugar no mundo”, conclui. Transformação digital na área da saúde As consultas com papel e caneta estão com os dias contados. A transformação digital já começa a interferir diretamente sob vários aspectos da medicina contemporânea, inclusive usando Inteligência Artificial para diagnósticos não invasivos. A startup brasileira Braincare desenvolveu tecnologia para aferir pressão intracraniana de forma não invasiva e foi um dos cases de destaque em painel que contou com participação de Plinio Targa, CEO da companhia. “Recentemente fechamos uma parceria com o Hospital Sírio Libanês”, explicou. Pesquisador sobre tendências nas áreas de negócios, Guy Perelmuter, que assina coluna sobre o tema no Estadão, apresentou um panorama sobre a Saúde 4.0, com as macrotendências que devem predominar o setor nos próximos anos. “O hiato entre as revoluções está diminuindo e a velocidade de avanço tende a aumentar nessa área (da saúde). O tempo para que as patentes se tornem produtos passou de 20 para 2 anos”, diz. O futuro da memória A psicóloga Julia Shaw é especialista em memory hacking (ou haqueamento de memórias) e ganhou destaque pelo foco em memória e perícia criminal. Autora do best seller “A Ilusão da Memória”, Shaw apresentou painel sobre o futuro da memória e levantou aspectos multi-sensoriais na experiência de memórias inventadas. Em seu estudo principal sobre o tema, Shaw fazia perguntas sobre episódios que ocorreram na vida dos participantes com alguns elementos alterados, de modo que conseguiu convencer 70% dos participantes de que cometeram algum crime. “Todas as memórias interferem entre si e a combinação com falsas memórias é recorrente. Ao simplesmente imaginar o que não aconteceu de forma repetida, você cria essa rede e torna essa memória real”, argumenta. Na perspectiva de manter a veracidade das memórias, Shaw criou a Spot, startup de ciência da memória e inteligência artificial. A companhia ajuda empresas a documentarem relatos de assédio no ambiente de trabalho.