Dias 23, 24 e 25 de Julho de 2019, São Paulo – SP.

Posts da categoria - Inovação

  • Confira entrevista exclusiva sobre inovação com Nathalie Brähler

    Nathalie Brähler é coach especializada em oferecer soluções impactantes na relação entre empresas e clientes. Ela esteve presente na última edição do Whow! para falar sobre até que ponto a inovação pode ser aprendida por conta própria na política das empresas. Brähler foi líder estratégica e criativa em iniciativas de empresas globais como Philips, Megafon, Vodafone, NBC e Kraft Heinz. Na Creative Business University, assumiu a cadeira de mudanças radicais na cultura organizacional e criativa das empresas. Seu foco é criar mecanismos na cultura de inovação para capacitar alunos da universidade a competirem em mercados globais que estão em rápida mudança. Confira a íntegra da entrevista: Consumidor Moderno: A discussão sobre inovação está atrasada no mundo? Nathalie Brähler: Eu não acho que a discussão sobre inovação esteja atrasada no mundo. Uma breve olhada no Google Trends vai revelar bastante interesse pelo termo “inovação” desde 2004 em todo o mundo. O historiador canadense Benoît Godin fez uma extensa pesquisa com a palavra inovação e como isso foi retratado ao longo dos séculos. A palavra “novação” aparece em textos sobre leis do século treze e era um termo usado para a renovação de contratos e criou novas raízes como um termo associado às técnicas de invenção durante a Revolução Industrial. De acordo com Godin, em 1939, o economista austríaco Joseph Schumpeter definiu inovação um pouco como nós a concebemos hoje: “Invenção é um ato intelectual criativo realizado sem qualquer pensamento dado à sua possível importância econômica, enquanto a inovação acontece quando as empresas descobrem como elaborar invenções em mudanças construtivas em seu modelo de negócio”. Do início dos anos 1950 até os anos 80, a inovação era vista como um processo para “trazer novas tecnologias para o mercado”. O termo inovação disruptiva tem data recente. O termo “tecnologias disruptivas” foi criado por Clayton M. Christensen, em 1995. Confira a edição online da revista Consumidor Moderno! Parece que a inovação sempre foi vista como positiva, mas no século 17, os inovadores foram presos por serem disruptivos. Hoje, inovação é muitas vezes vista como positiva porque as pessoas conectam isso com avanços tecnológicos; há uma aura de coisas que estão melhorando. No entanto, vemos um crescente “tech-lash” ocorrendo contra o poder do Vale do Silício, onde inovadores disruptivos são acusados de ganhar riqueza, dados pessoais e capital político. O que me traz de volta à questão original: a discussão sobre inovação está atrasada no mundo? Não, o que pode estar atrasada é a discussão sobre o contexto cultural e ético das inovações. A constatação de que as inovações disruptivas nem sempre são boas para todos, para todo o ecossistema, apesar das boas intenções. É por isso que ensinamos, na Creative Business University, nossos alunos globais a pensarem em termos de um ecossistema: como uma nova ideia de negócio ou melhoria pode ser benéfica para todos. CM – Como esse conceito pode ajudar as lideranças nas empresas? N.B. – Nós estamos vendo uma mudança dramática de “empresas voltadas para o produto” para “empresas orientadas por propósitos”, geralmente baseado em plataformas. Os líderes de empresas disruptivas, frequentemente os fundadores, possuem uma decisão forte, um “porquê” claro, e isso requer autoconhecimento. Quando esses líderes contratam uma equipe, isso está quase sempre baseado em propósitos: os contratados precisam ter o mesmo ímpeto, dividir o mesmo “porquê” da empresa e isso se complica. Antes que você perceba, há um grupo de pessoas que pensam que perdem contato com o mundo porque eles pensam e agem da mesma forma. O que vemos agora é que o ‘encaixe cultural’ pode levar a uma cultura monolítica, apesar do poder inovador da empresa. Novos líderes começam a adotar a escuta profunda, diálogo e observação precisa. Isso funciona melhor apenas se a história e a cultura fazem parte da equação; a percepção de que as estruturas típicas de negócios ocidentais podem não se adequar a outras culturas e países. Isso parece óbvio, mas vemos que o oposto acontecer regularmente. É por isso que aconselhamos, na Creative Business University, a alunos de um país ou região para trabalharem em alguns cursos, cada grupo tem sua própria região, variando do Japão ao Brasil e da Polônia aos Emirados Árabes Unidos. Eles precisam pensar criticamente sobre a cultura daquele país e qual seria a melhor opção para uma otimização, serviço criativo ou uma nova ideia de negócio. Se nós entendermos o conceito de “Growth Hacking” como uma inovação, alguém pode argumentar se este é realmente o caso, vamos notar como isso poderia levar a uma nova liderança. Num passado muito recente, as equipes de marketing se concentraram em impressões, leads etc. Uma equipe de Growth Hacking, no entanto, se sobrepõe ao produto, à engenharia e ao design. Os líderes de marketing do passado recente podem ter dificuldade em gerenciar uma equipe com esse perfil: a experimentação rápida e a facilidade de passar por ideias colidem com silos, departamentos e camadas tradicionais. Em nosso novo curso Growth Hacking, não apenas faremos com que os alunos aprendam o básico sobre o crescimento de hackers, mas também os faremos discutir criticamente o “como”, o “porquê” de uma equipe de crescimento em uma organização e o que é exigido de líderes. CM – Quais são os bons exemplos de empresas no mundo? N.B – Se você quer dizer bons exemplos de empresas inovadoras: são muitas, mesmo se eu filtrar para empresas criativas típicas. A Patreon é um bom exemplo de plataforma onde os criadores de conteúdo usam o site para arrecadar dinheiro para vários projetos e permitem que os usuários paguem seus criadores favoritos por conteúdo exclusivo. Você poderia dizer que é um conceito Kickstarter baseado em fãs, onde todo o ecossistema poderia se beneficiar. O serviço israelense Fiverr (mercado on-line para freelancers que oferecem serviços rápidos de design, edição, composição de uma música ou logotipo) está lutando contra um dos efeitos negativos da economia gig, ajudando freelancers a obter assistência médica acessível. O Oyo, plataforma indiana de AirBB para o quarto de hotel, era um padrão cultural em torno da hospitalidade e, também interessante, lançou sua marca Townhouse, que é focada nos millennials que estão procurando por um ponto de acesso à internet comunitário, um café ou uma loja. Esses exemplos, como você pode ver, não são surpreendentemente novos ou disruptivos. Eles são, pra mim, um bom exemplo de inovação e otimização contínuas. A essência do nosso programa é exatamente isso: otimizar a experiência, para todo o ecossistema. CM – Como você implementou ideias inovadoras nas empresas em que trabalhou? N.B. – Quando ingressei na University of Applied Sciences, programa da International Communication and Media há dois anos, era um programa clássico de educação com teorias clássicas de comunicação e mídia, baseados em um livro, não naquilo que era desesperadamente necessário no campo de trabalho. Enquanto os estudantes foram formados, o campo de trabalho mudou drasticamente. A recessão havia diminuído as agências de publicidade e os departamentos de comunicação, e o Facebook controlava dados profundos de clientes que só os clientes podiam acessar parcialmente, sem falar na agência intermediária. Os 4 P’s de marketing se foram, as teorias de comunicação que foram projetadas para um mundo centralizado, pareciam não funcionar mais. Claramente, algo tinha que mudar, mas isso só era visível para mim, vindo do negócio. Dentro da universidade, notava-se de forma alarmante: os estudantes ainda se matricularam como números constantes. Primeiro, o CEO e eu escolhemos um novo nome para o meu papel, um título que estava fortemente enraizado no campo de trabalho, mas sem a vibração da “inovação”. Eu acho que a inovação geralmente funciona melhor do zero, então eu simplesmente comecei a apontar quais partes importantes estavam faltando nos cursos, na minha opinião. Ajustes simples foram suficientes para dar o pontapé inicial nos primeiros meses, porque é isso que você quer: dinâmica para iniciar a mudança. A partir daí, ficou claro que, em um nível geral, faltavam aspectos estruturais, então comecei a desenhar cursos. Nesses cursos, dei uma classificação ao campo de trabalho, de modo que ficou claro que não era apenas minha voz, minha opinião, mas uma visão compartilhada do campo de Negócios Criativos. Esse primeiro curso tornou-se a minha própria busca pelo “porquê” e esse também é um bom ponto de partida para a inovação: por que a indústria da publicidade estava se esforçando tanto? Por que essas agências premiadas estavam desaparecendo a uma velocidade preocupante e por que grandes empresas costumavam ter 200 funcionários e, repentinamente, foram desmembradas para uma equipe de cinco? Esta pesquisa levou a uma profunda compreensão da mudança de paradigma e seus efeitos e qual foi o núcleo da reviravolta. Nas sessões de gerenciamento, duas palavras foram, de repente, suficientes para apontar a necessidade de mudança: Paradigma + Mudança. E elas se tornaram um mantra para a mudança estrutural, em um nível estratégico e institucional. Essas duas palavras mudaram as estruturas institucionais. CM – Quais os cuidados que as empresas devem tomar para aplicar essa metodologia? N.B. – Mantê-los pequenos no início: um disruptor (visão estratégica é essencial) e um gerente de direção de nível C (profundo entendimento da estrutura da empresa e partes interessadas é essencial). Haverá um grupo de pessoas muito relutantes e até mesmo nervosas. Aceite e crie vitórias, o mais rápido que puder, não importa quão pequenas sejam e fale sobre isso. Essas vitórias farão com que os outros sintam que pode haver algo de positivo nessa reviravolta. Trabalhe a partir daí e encontre um terreno comum, mas mantenha o valor de referência alto ao mesmo tempo. Não se contente com o medíocre: mesmo que haja uma pequena coisa que você possa mudar, torne-a ótima. Crie um mantra que defina o motivo urgente da mudança (somente se houver urgência). Trabalhe a partir daí, crie grandes vitórias. Aceite as lutas de dentro, elas vão mantê-lo focado. Agora que muitos podem seguir o novo caminho, eles criarão atalhos e criarão seu próprio benchmark.

  • Wired Conference levanta tendências sobre saúde e bem estar no futuro

    Estamos preparados para viver até os 130 anos? Como as tecnologias poderão interferir na nossa longevidade e, principalmente, na nossa qualidade de vida? O Wired Conference Health & Weelness, realizado no último dia 23  no Maksoud Plaza, promoveu uma série de keynotes e talks sobre as tendências que devem predominar os segmentos de bem estar e saúde. A programação contou com personalidades influentes do meio como Sri Prem Baba, Julia Shaw e Alexandre Kaleche. Em sua palestra sobre longevidade, Kaleche apontou para o fenômeno da Revolução da Longevidade, que acontece simultaneamente com o que os pensadores tem chamado IV Revolução Industrial. “Esse momento é definido como mudança inexorável entre as várias tecnologias, elas vão se conectar e é neste contexto que o envelhecimento acontece”, explica. Em uma sociedade com todas as informações disponíveis, a prevenção deve ser a grande tônica dos cuidados com a saúde no processo de envelhecer. A busca por propósito em tempos de mudança Sri Prem Baba – líder espiritual com atuação global – trouxe contribuições sobre um ciclo do tempo que será fortemente marcado pela busca por respostas em todos os aspectos da vida. O guru alertou que estamos diante de um desafio civilizatório onde precisamos transitar do medo para a confiança, de modo que o mundo dos negócios também deve seguir essa busca por um objetivo maior. “Todos os desafios do mundo têm peso do no medo e ódio que nos habita. A resposta para isso é uma revolução de consciência. Estamos com o desafio de criar riqueza através do propósito, onde precisaremos usar a tecnologia para praticar o bem”, refletiu. Em tempos onde pessoas com bons cargos e boas condições financeiras renunciam aos seus bens na busca por respostas, encontrar a felicidade no que faz parece ser o grande desafio nesse processo. Prem Baba explica que esse movimento deve se intensificar. “Estamos falando de uma revolução da consciência que já começou, já estamos nos questionando. Cada vez mais surgem pessoas buscando respostas sobre o que fazer com o tempo e como ganhar dinheiro dentro desses propósitos. Isso vai fazer com que você descubra seu lugar no mundo”, conclui. Transformação digital na área da saúde As consultas com papel e caneta estão com os dias contados. A transformação digital já começa a interferir diretamente sob vários aspectos da medicina contemporânea, inclusive usando Inteligência Artificial para diagnósticos não invasivos. A startup brasileira Braincare desenvolveu tecnologia para aferir pressão intracraniana de forma não invasiva e foi um dos cases de destaque em painel que contou com participação de Plinio Targa, CEO da companhia. “Recentemente fechamos uma parceria com o Hospital Sírio Libanês”, explicou. Pesquisador sobre tendências nas áreas de negócios, Guy Perelmuter, que assina coluna sobre o tema no Estadão, apresentou um panorama sobre a Saúde 4.0, com as macrotendências que devem predominar o setor nos próximos anos. “O hiato entre as revoluções está diminuindo e a velocidade de avanço tende a aumentar nessa área (da saúde). O tempo para que as patentes se tornem produtos passou de 20 para 2 anos”, diz. O futuro da memória A psicóloga Julia Shaw é especialista em memory hacking (ou haqueamento de memórias) e ganhou destaque pelo foco em memória e perícia criminal. Autora do best seller “A Ilusão da Memória”, Shaw apresentou painel sobre o futuro da memória e levantou aspectos multi-sensoriais na experiência de memórias inventadas. Em seu estudo principal sobre o tema, Shaw fazia perguntas sobre episódios que ocorreram na vida dos participantes com alguns elementos alterados, de modo que conseguiu convencer 70% dos participantes de que cometeram algum crime. “Todas as memórias interferem entre si e a combinação com falsas memórias é recorrente. Ao simplesmente imaginar o que não aconteceu de forma repetida, você cria essa rede e torna essa memória real”, argumenta. Na perspectiva de manter a veracidade das memórias, Shaw criou a Spot, startup de ciência da memória e inteligência artificial. A companhia ajuda empresas a documentarem relatos de assédio no ambiente de trabalho.

  • Corrida de Unicórnios: conheça as startups escolhidas na semifinal

    A semifinal das verticais Inovação e CX aconteceu durante o Whow! Festival de Inovação. Confira quais foram as vencedoras Continue Lendo...

  • Brincar é o novo jeito de resolver problemas

    A Play in Company é uma consultoria que aposta no “pensar com as mãos” para ter novas ideias. Empresa estimula os colaborares a brincar para enfrentar desafios Continue Lendo...

  • Inovar traz resultado financeiro para as empresas?

    A resposta é sim, no entanto, os desafios das companhias — independentemente do porte — são enormes. A In Loco está em busca de novos investidores para levar adiante a estratégia de internacionalização Continue Lendo...

  • O espírito criativo do século XXI une instinto, tecnologia e criatividade

    A arte, como a conhecemos, perdeu espaço de forma considerável nas últimas décadas – praticamente no último século. A forma como as pessoas se manifestam mudou consideravelmente. Instrumentos de expressão como quadros, sinfonias e desenhos perderam espaço. Ao mesmo tempo, a tecnologia se tornou cada vez mais relevante na vida das pessoas. É com esse argumento que Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão, começa o painel Tecnologista: o espírito criativo do século XXI, do qual participam o associado e head do Copenhagen Institute for Futures Studies, Peter Kronstrom, e Luiz Alberto Di Genaro, poliglota visual e artista plástico do Atelier L.A. Di Genaro. O tradicional, para Genaro, ainda é algo positivo: em todo o seu trabalho, com 30 anos de carreira artística, a conexão com esse formato foi uma realidade e ainda é o que leva pessoas ao se atelier. “Até mesmo softwares de design moderno contam com atividades tradicionais, como cortar, pintar, etc”, afirma. Kronstrom, porém, coloca um contraponto, ao citar a obra de Anthony Miller, Colliding Worlds, na qual, segundo o futurista, é feita uma análise de como o iluminismo fez uma separação entre ciência e arte. Porém, ele ressalta que isso tem mudado: “vemos o retorno dessa integração, artistas usando tecnologia para se expressar e estamos felizes por perceber isso”, diz. “É absurdo que a inovação não esteja vinculada a arte, porque a arte é sempre criativa, sempre dá vida a algo novo”, diz. Genaro reforça essa ideia e explica que o século 18 promove uma ruptura ao desenvolver a ideia de autonomia da arte e deu origem às ideias de corrente estética. No momento atual, porém, ele julga que estamos caminhando de forma positiva. “Hoje estamos vivendo um processo de reintegração do universo artístico”, diz. Por outro lado, unidos a um mundo tecnológico, estão os dados. Meir cita a forma como eles são utilizados pelas empresas: todas elas falam em data analytics, gestão de informações, entre outras estratégias semelhantes. Ao mesmo tempo, porém, é sentida a extrema necessidade de trazer mais humanização para os relacionamentos, ampliando a capacidade criativa e até mesmo a intuição.

    Atenção à bolha

    Nesse sentido, Kronstrom cita uma das grandes tendências identificadas pelo CIFS: a imaterialização. Costumamos pensar nela como a eliminação de produtos que são substituídos por serviços (como a relação entre o CD e o streaming). O futurista explica, contudo, que a imaterialização também é sobre valores imateriais, que estão ligados à tendência da polarização. Questionado sobre a forma como a arte pode colaborar com a harmonização (contrária à polarização), Genaro afirma que na arte há possibilidades infinitas de harmonização. Como exemplo, cita a mistura entre amarelo e vermelho, que resultam em uma cor totalmente nova. “Agir de acordo com polaridades é o caminho mais fácil, condenando o pólo oposto” afirma. Apesar disso, precisamos estar de olhos abertos para o equilíbrio. Naturalmente, a tecnologia tem o poder de unir e também de separar. Kronstrom, que é dinamarquês, conta que chegou à São Paulo durante um período de intensas manifestações. Na época, o Facebook era amado por permitir tal engajamento. Hoje, porém, a rede social é vista como um instrumento de separação, uma vez que seu algoritmo coloca as pessoas em bolhas, dando acesso apenas a conteúdo semelhantes. “É essencial que haja ciência e arte”, diz. “Como futuristas, dizemos que não basta ter dados para ver o futuro, pois precisamos da imaginação, que é uma forma de arte”. Genaro concorda e reforça o caráter imaginativo da arte. “Ao historiador, cabe narrar os fatos; o poeta olha para o possível”. Por fim, Meir conclui que é uma combinação de tecnologia, arte, inquietude e criatividade que definirão o futuro. “O espírito criativo do século XXI usa a tecnologia como meio e como fim, mas não abre mão do instinto que nos trouxe aqui”, defende.

  • A inovação floresce junto da interação entre as pessoas

    O laboratório de inovação Echos levou os participantes do Whow! a um mergulho reflexivo no mundo do design thinking. Entenda a sua proposta Continue Lendo...

  • Inovação não depende – apenas – de dinheiro e de tecnologia

    Para professor da USP, esses são dois recursos importantes, mas inovar, antes de tudo, é mudar, de processos à gestão Continue Lendo...

  • Startups: a solução que vem de fora (?)

    Debatedores enxergam nas empresas mentoradas a parceria ideal para atuar em um mercado que exige mudanças rápidas e significativas Continue Lendo...

  • “Olhar para as pessoas e entendê-las é a maior inovação possível hoje”

    A ESPN é uma empresa que dispensa apresentações – especialmente para quem é apaixonado por esportes. Porém, mesmo para quem é fã ou público engajado e apaixonado por essa empresa, conhecer a estratégia por trás do canal de TV é uma possibilidade indispensável. Por isso, o Whow! Festival de Inovação convidou João Palomino, vice-presidente de Jornalismo e Produção da ESPN, para apresentar as inovações da empresa. No início de sua apresentação, Palomino mostrou ao público vídeos engraçados, de vivências de repórteres, apresentadores, âncoras e narradores. De acordo com ele, a proposta do canal também é “tirar a sisudez que o esporte vive hoje”. E a estratégia que tem funcionado. Ao mesmo tempo, porém, Palomino conta que a ESPN se posicionou como uma empresa que ousa falar sobre temas importantes ligados ao esporte, que tem uma postura política dentro do mundo esportivo. “Entendemos que nosso espectador nos acompanha e nos respeita por isso”, diz. Um dos grandes exemplos nesse sentido é a forma como a ESPN reforça o papel da mulher nos esportes. “Lutamos muito por inclusão da comunidade LGBT, de mulheres, entre outras minorias”, afirma. “Tratamos isso de forma séria”. Por isso, a empresa criou a espnW, voltado para o esporte feminino. Confira a campanha.   [embed]https://youtu.be/XoZrZ7qPqio[/embed]

    Inovação

    Ao mesmo tempo, ele ressalta os esforços do canal para estar presente em todos os meios possíveis. “Devemos alcançar o fã de esporte, onde quer que ele esteja”, diz. “Isso nunca foi tão verdade quanto hoje”. Por isso, hoje, a empresa está disponível 24h por dia, sete dias por semana. "Entendemos, há algum tempo, que uma vez que a tecnologia nos ajuda e os hábitos vão se moldando, devemos nos adaptar”, argumenta. “Não basta mais ter o melhor conteúdo se estivermos acomodados em uma plataforma, precisamos encontrar caminhos para estar onde ele está”. No jornalismo, isso gera desafios cada vez maiores – uma vez que para cada caminho há uma técnica, perfis de público e de profissional diferente.

    Novos meios e estratégias

    O medo do novo contexto, como explica Palomino, não é necessário – e nem faz sentido. O ideal é estar alinhado à inovação. Por isso, a Disney, detentora da ESPN, criará seu próprio canal de streaming. Mas, ao mesmo tempo, cria uma parceria com Netflix para o desenvolvimento de um documentário sobre Michael Jordan. “O conteúdo 24/7 é uma demanda constante”, diz. Além da presença, a estratégia da ESPN passa pela tentativa de ser um canal para todos – mesmo para quem ainda não entende de esporte. “Olhar para as pessoas e entendê-las é a maior inovação possível hoje”, defende. “Só gostamos do que entendemos, e quando você tem uma transmissão que consegue respeitar o heavy user e pessoas novas, explicando, habituando as pessoas, tudo é melhor”. E o futuro é promissor: segundo Palomino, haverá um tempo em que um aplicativo garantirá a convergência de todos os conteúdos a ESPN.