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A inovação te leva para outro mundo.
Como a burocracia interfere no processo de inovação das empresas?
Escrito por Vinicius Gonçalves | 2 de julho de 2018 | 8 meses atrás

Em entrevista, executivo da 3M aponta soluções importantes na otimização de soluções em inovação e a interferência da burocracia nesse processo

A palavra burocracia possui um peso negativo em qualquer aspecto. No processo de inovação que precisa ser oxigenado com frequência nas empresas, essa discussão faz ainda mais sentido sob vários aspectos. Em entrevista à Consumidor Moderno, Luiz Eduardo Serafim – Head de Marketing, Comunicação e eCommerce da 3M -, contou um pouco sobre como essas questões podem interferir na engrenagem das grandes empresas. Ele participará do painel “O Serial Killer da Inovação: a Burocracia” no Whow!, no dia 25 de julho.

Confira uma prévia sobre debate na entrevista abaixo:

Consumidor Moderno – Como a burocracia interfere no processo de inovação das empresas?

Luiz Eduardo Serafim – O problema é o excesso de burocracia, ela em si, enquanto processo organizador, pode não ser um problema. Se a organização não existir, não vai haver padronização, isso vai afetar produtividade e outros processos. O problema é quando isso vai para o extremo e torna as coisas exageradamente complexas. E o tempo da tomada decisões se prolonga e afeta o apetite da organização pelo risco e o empreendedorismo.

– Como a 3M do Brasil atua nesse sentido?

Uma das coisas que temos feito na 3M é investir nos chamados processos ágeis. Marketing ágil, onde desenhamos uma forma rápida de gestão de área dos quadros e com o time empoderado para tomar decisões imediatas. A outra coisa é sempre botar a boca no trombone, não deixar de questionar os processos. Falar quando o propósito é desviado e provocar a reflexão da própria organização.

– Quais são os benefícios de desburocratizar esse processo?

Isso vai muito além da aceleração de processos. A burocracia não pode nos impedir de atender o cliente. Falamos de customer centric, quando você coloca o cliente no centro dos processos e joga toda energia para agregar valor pra ele, que é o que importa para as organizações. Geralmente se gasta muita energia com isso. Então estabelecer esses limites é bom para não dissipar energia em coisas erradas.

– É necessário tirar aspecto negativo da palavra burocracia?

Essa é uma guerra perdida. A palavra já possui um aspecto totalmente negativo, mas ao mesmo tempo, você precisa ter a padronização de processos, o que não é necessariamente burocratizar. Principalmente em inovação, porque em determinado momento isso fica caótico. É preciso assegurar essa cultura acessível e uma parte da inovação precisa passar por essa padronização. São vários aspectos que podem incluir ações como uma validação com o cliente, marcar reuniões, fazer estimativas financeiras. Pra funcionar de forma consistente, é preciso ter liberdade, mas também é preciso ter controle e disciplina. O importante é o ponto de equilíbrio nos processos.

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